Rússia e Ucrânia intensificam ataques após visita de enviado dos Estados Unidos

Bombardeios atingiram Kiev e outras regiões ucranianas, enquanto Moscou relatou uma ofensiva com centenas de drones; novas negociações de paz são discutidas para novembro

Kiev/Moscou — Rússia e Ucrânia intensificaram os ataques aéreos durante a madrugada desta quinta-feira (22), poucas horas após uma reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e Steve Witkoff, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A nova escalada ocorreu em meio a tentativas diplomáticas de retomar as negociações para encerrar a guerra, iniciada com a invasão russa em fevereiro de 2022.

Segundo informações divulgadas pela Reuters e pela CNN Brasil, forças russas lançaram mísseis balísticos contra Kiev, capital ucraniana, enquanto a Ucrânia enviou centenas de drones em direção a Moscou. Os ataques atingiram áreas urbanas e estruturas de infraestrutura, ampliando a preocupação com a segurança da população civil.

Ataques deixam mortos e feridos

Autoridades ucranianas informaram que os bombardeios russos atingiram Kiev em três ondas, com pelo menos 21 mísseis balísticos. Na capital, os ataques deixaram dezenas de feridos e provocaram danos à infraestrutura de transporte, incluindo instalações próximas à Ponte Sul, sobre o rio Dnipro.

Outras regiões ucranianas também foram atingidas. Na região de Kharkiv, no nordeste do país, um ataque matou uma mulher e deixou outras pessoas feridas, segundo autoridades locais. Instalações de energia também foram atingidas na região de Poltava.

Do lado russo, o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que centenas de drones ucranianos foram lançados em direção à capital durante a noite. Segundo as autoridades russas, a maioria foi interceptada pelos sistemas de defesa aérea. Foram registrados feridos nas proximidades de Moscou e danos em outras localidades.

Os números divulgados pelas autoridades dos dois países não puderam ser verificados de forma independente em todos os casos.

Diplomacia avança, mas ataques continuam

A nova onda de ataques ocorreu após encontros diplomáticos realizados por Witkoff nesta semana. Na terça-feira (20), o enviado americano reuniu-se com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Oslo, na Noruega. Na quarta-feira (21), viajou a São Petersburgo, na Rússia, para conversar com Putin.

Após o encontro com o representante americano, o Kremlin indicou disposição para retomar as negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos. A expectativa é que novas conversas envolvendo representantes dos dois países possam ocorrer em novembro, embora ainda não houvesse uma data definitiva anunciada.

Zelensky afirmou que a Ucrânia apoia a retomada das negociações trilaterais com a participação dos Estados Unidos. Entretanto, as divergências sobre os termos de um eventual acordo permanecem, especialmente em relação aos territórios ocupados pela Rússia e às garantias de segurança exigidas por Kiev.

Infraestrutura energética continua entre os alvos

A infraestrutura energética permanece entre os principais alvos da guerra. Os ataques a instalações de eletricidade e combustíveis aumentam a preocupação com o abastecimento durante o inverno europeu, período em que a demanda por energia cresce.

A Rússia tem realizado ataques contra instalações energéticas ucranianas, enquanto forças ucranianas promovem ofensivas com drones contra alvos em território russo, incluindo instalações industriais e refinarias de petróleo.

Apesar das iniciativas diplomáticas recentes, a continuidade dos bombardeios demonstra a dificuldade de transformar as conversas políticas em um cessar-fogo efetivo.

Fontes: Reuters

Post Author: Beatriz Costa

Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Pós-graduação em Publicidade, Propaganda e Mídias Sociais. Editora-chefe do Portal Agro Floresta Amazônia / Revista Agro Floresta Brasil

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