Cooperados aprovam liquidação extrajudicial da Cotribá, que manterá parte das operações

Cooperativa agropecuária do Rio Grande do Sul continuará com serviços de recebimento de grãos e supermercados durante o processo

A Cooperativa Agrícola Mista General Osório (Cotribá) teve a liquidação extrajudicial aprovada por seus cooperados, em decisão que marca uma nova etapa no processo de reorganização da instituição. Apesar da medida, a cooperativa continuará operando em atividades consideradas essenciais, como o recebimento de produtos agrícolas e a manutenção de supermercados.

A informação foi divulgada pelo Valor Econômico na edição de 22 de outubro de 2026. A decisão ocorre em meio a dificuldades financeiras enfrentadas pela cooperativa, que possui atuação histórica no agronegócio do Rio Grande do Sul.

Operações terão continuidade parcial

Mesmo com a aprovação da liquidação extrajudicial, a Cotribá deverá manter serviços ligados ao recebimento da produção agrícola e ao funcionamento de supermercados. A continuidade dessas atividades permite preservar parte da estrutura operacional da cooperativa enquanto são conduzidos os procedimentos relacionados à liquidação.

O recebimento de grãos é uma atividade importante para produtores rurais que dependem de estruturas de armazenagem e comercialização para escoar a safra. Já a manutenção dos supermercados representa a continuidade de um segmento voltado ao abastecimento de consumidores.

As condições de funcionamento dessas unidades, assim como a duração das operações, dependerão das decisões administrativas e dos desdobramentos do processo.

Decisão marca nova fase para a cooperativa

A liquidação extrajudicial é um procedimento de encerramento ou reorganização de atividades realizado fora de um processo judicial de liquidação. No caso da Cotribá, a aprovação pelos cooperados representa uma decisão sobre o futuro da instituição e a condução de seus compromissos.

O procedimento exige atenção à situação patrimonial, aos contratos vigentes, às obrigações financeiras e aos direitos dos credores e cooperados. A continuidade de determinadas atividades não significa, necessariamente, que todos os serviços da instituição serão mantidos.

A cooperativa, fundada em 1911 e sediada em Ibirubá, no Rio Grande do Sul, tem trajetória ligada à produção agropecuária e ao atendimento de produtores rurais. Os desdobramentos da liquidação poderão ter reflexos sobre associados, trabalhadores, fornecedores e parceiros comerciais.

Produtores acompanham os próximos passos

A manutenção do recebimento de produtos agrícolas é um dos pontos de maior interesse para os produtores vinculados à cooperativa. A definição sobre unidades operacionais, contratos e compromissos financeiros será importante para esclarecer como os cooperados serão afetados e quais alternativas estarão disponíveis para a comercialização da produção.

O andamento do processo também deverá determinar como serão tratados os ativos e passivos da instituição e quais medidas serão adotadas para cumprir as obrigações existentes.

Fonte: Valor Econômico

Post Author: Beatriz Costa

Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Pós-graduação em Publicidade, Propaganda e Mídias Sociais. Editora-chefe do Portal Agro Floresta Amazônia / Revista Agro Floresta Brasil

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