Arábia Saudita e Malásia suspendem importações de aves brasileiras após foco de doença de Newcastle

Restrições comerciais têm alcances diferentes e ampliam a pressão sobre as exportações do setor avícola nacional

Brasília — A Arábia Saudita e a Malásia suspenderam a importação de produtos avícolas brasileiros após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma propriedade comercial de criação de perus no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. As medidas foram comunicadas em outubro e atingem as exportações brasileiras de aves em diferentes proporções.

De acordo com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgadas em 21 de outubro, a Malásia suspendeu as compras de carne, produtos cárneos e miúdos de aves provenientes de todo o território nacional. Já a Arábia Saudita restringiu as importações desses produtos originários de Santa Catarina.

As decisões representam um novo desafio para a cadeia produtiva avícola brasileira, que depende do mercado internacional para escoar parte significativa de sua produção. As informações também foram divulgadas pelo Valor Econômico na edição de 22 de outubro de 2026.

Doença motivou restrições sanitárias

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres. A confirmação do foco em uma propriedade de criação comercial de perus levou as autoridades sanitárias a adotar medidas de contenção e monitoramento.

O governo brasileiro informou que mantém contato com os países importadores para apresentar informações técnicas sobre a ocorrência e as providências adotadas para controlar o foco da doença. O objetivo é avançar nas negociações para a retomada das exportações, respeitando os requisitos sanitários de cada mercado.

Além da Arábia Saudita e da Malásia, outros parceiros comerciais também adotaram restrições. Segundo o Mapa, China e Chile suspenderam determinadas importações provenientes de Santa Catarina, enquanto o México estabeleceu restrições a produtos avícolas de todo o Brasil.

Setor acompanha impactos sobre as exportações

O alcance das medidas é um dos principais fatores para avaliar os possíveis efeitos econômicos sobre a avicultura. Enquanto a restrição nacional imposta pela Malásia abrange produtos provenientes de diferentes estados produtores, o embargo saudita está limitado à produção catarinense.

A duração das suspensões e o andamento das negociações sanitárias serão determinantes para dimensionar os impactos sobre os frigoríficos, os produtores e a receita das exportações brasileiras.

O Ministério da Agricultura afirmou que continuará monitorando a situação e divulgará novas informações à medida que houver atualizações confirmadas.

Consumo de produtos inspecionados permanece seguro

Em comunicado oficial, o Mapa ressaltou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações. As restrições comerciais adotadas pelos países importadores estão relacionadas aos protocolos de defesa sanitária animal e não significam, por si só, que os alimentos disponíveis no mercado brasileiro representem risco aos consumidores.

As autoridades seguem acompanhando a situação para conter a enfermidade e demonstrar aos parceiros comerciais a eficácia das medidas de controle adotadas.

Fontes: CNN Brasil

Post Author: Beatriz Costa

Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Pós-graduação em Publicidade, Propaganda e Mídias Sociais. Editora-chefe do Portal Agro Floresta Amazônia / Revista Agro Floresta Brasil

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