O avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) detectados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) acendeu um alerta na Amazônia. Dados do novo Boletim InfoGripe mostram crescimento das internações provocadas por vírus respiratórios em estados da Região Norte, especialmente entre crianças menores de 2 anos.
Segundo a análise referente à Semana Epidemiológica 18, entre os dias 3 e 9 de maio, os casos são impulsionados principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela maior parte das hospitalizações em bebês e crianças pequenas.
Os estados do Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins aparecem entre os locais com maior atenção para o avanço da SRAG ou aumento de circulação de vírus respiratórios.
No Amazonas, o rinovírus também contribui para o aumento de casos graves, enquanto o VSR segue como principal responsável pelas internações infantis. Apesar disso, o boletim já identifica sinais de desaceleração do crescimento de SRAG por VSR em parte da Região Norte, incluindo Amazonas, Roraima, Rondônia e Tocantins.
Além do VSR, pesquisadores apontam crescimento das hospitalizações por influenza A em Tocantins e Roraima, cenário semelhante ao observado nos estados da Região Sul e em parte do Sudeste. A influenza A responde atualmente pela maior parte das mortes por SRAG no país, sobretudo entre idosos.
Manaus entre capitais em alerta
O Boletim InfoGripe aponta ainda que Manaus está entre as capitais brasileiras com nível de atividade de SRAG classificado em alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas. Também estão em situação semelhante as capitais Macapá (AP), Belém (PA), Palmas (TO) e Rio Branco (AC).
A Fiocruz reforça que a imunização, com vacinas, contra influenza e outros vírus são a principal forma de combate às doenças e devem ser priorizadas entre idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e crianças pequenas. A proteção contra o VSR inclui também a vacinação de gestantes e aplicação de anticorpos monoclonais em crianças prematuras ou com doenças crônicas.
Texto: Michelle Portela (Fiocruz)

