O governo Lula deu o primeiro passo, nesta quarta-feira, para tentar reverter a decisão da União Euopeia (UE), que deixou o Brasil de fora da lista dos países exportadores de carne. Representantes do Itamaraty se reuniram com autoridades sanitárias do bloco em Bruxelas, sede UE, para discutir o assunto.
Foi feita uma aproximação, um pontapé inicial. A partir de agora, as áreas técnicas envolvidas vão começar a discutir providências para reverter a decisão, disse um técnico do governo brasileiro que acompanha as discussões.
Durante o encontro, ficou acertado que a EU enviará ao Brasil lista com pedido de informações adicionais sobre carnes exportadas. Será discutido produto por produto. A expectativa é que o governo brasileiro consiga cumprir atender os requisitos dentro de duas semanas.
Segundo integrantes do Itamaraty, como as novas regras vão entrar em vigor somente em setembro, o Brasil tem tempo para adotar todas as providências necessários. Por outro lado, houve compromisso por parte da UE em analisar o tema de maneira rápida.
A UE publicou nesta terça-feira uma lista de países autorizados a continuar exportando carne para o bloco, por causa das regras de controle do uso de antibióticos na pecuária. O Brasil, seu terceiro maior mercado externo para as vendas de proteína animal, ficou de fora.
O bloco afirma que autoridades brasileiras ainda não deram garantias sobre uso de antibióticos na pecuária e demais produtos de origem animal.
O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, acompanhado de membros da Diretoria da entidade, na quarta, a embaixadora da Delegação da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, para tratar da implementação do tema,
De acordo com a CNA, durante o encontro, foram discutidos o alcance da medida e o que precisa ser feito para revertê-la. “As partes reafirmaram a disposição de manter o diálogo construtivo e de atuar de forma conjunta, com vistas a assegurar previsibilidade e preservar o fluxo comercial, à luz do interesse comum em fortalecer as relações entre o Brasil e a União Europeia”.

