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Sempre foi muito importante o papel da mulher dentro do tradicionalismo gaúcho

“Bendita mulher gaúcha beleza da minha terra
Quero te ver sempre bela nos bailes do meu rincão
Alegrando nossa terra, honrando a tradição”

Inoema Nunes Jahnke 

As mulheres já eram importantes e corajosas quando começou a Revolução Farroupilha, pois foram 10 anos de guerra entre os Farrapos e os Bandeirantes.

Os homens, donos de estâncias, peões, índios e lanceiros negros lutaram muito nessa infinita guerra e também tiveram que defender as fronteiras do Rio Grande do Sul.

As mulheres tiveram que tocar as suas estâncias sem ajuda dos maridos e dos peões, era pouca a mão de obra masculina para ajudá-las e os negócios tinham que andar, as crianças precisavam ser alfabetizadas, o gado tinha que ser comprado e vendido, o charque precisava ser feito tanto para a venda como servia de alimento para os guerrilheiros.

Foram essas mulheres guerreiras que tiveram que aprender a atirar com armas para defender as suas terras e seus filhos, tiveram que ser mães, professoras, políticas, vendedoras e guerrilheiras. Mulheres que aprenderam a carnear seu gado, esquilar as ovelhas, tricotar, fazer artesanato, curar o gado, fazer sabão, costurar, cuidar da organização da casa e da estância.

“Prendinha faceira

És a flor do rincão,

Se vais a um fandango

Tu chamas atenção

Dançando contigo

Eu sinto emoção,

Aumenta as batidas

Do meu coração…”

Albeni Carmo de Oliveira

 

Então, é imensa a importância da mulher gaúcha até os dias de hoje, na qual foram se criando mulheres independentes e corajosas, gaúchas valentes desde o nascimento, assim é a prenda do Sul do Brasil.

Entrevistamos algumas dessas mulheres de muita fibra que lutam pelo tradicionalismo, na qual fizemos uma pergunta a elas:

Qual a importância da mulher no tradicionalismo gaúcho?

 

Idelcina noetzold-  Alegrete – RS

…”O papel da mulher gaúcha no tradicionalismo, é de suma importância, perpetuando a vida e o legado familiar, é a mulher que educa e continua a tradição de dignidade, honra, bondade e solidariedade familiar a partir do lar e da comunidade em que está inserida com seus filhos e netos, seu trabalho e amigos.

Em momentos de crise e dificuldades é a mulher que resiliente continua a auxiliar e toma para si as resoluções com criatividade e humanidade. Hoje e sempre foi assim, é a mulher que pega as rédeas e salva muitas situações no nosso amado Rio Grande do Sul. Hoje homens e mulheres, peões e prendas lutam juntos para perpetuar e difundir as tradições gaúchas.”…

ILVA MARIA BORBA GOULART – Alegrete – RS

…”A figura da mulher hoje, representa em meio à sociedade tradicionalista, o empoderamento de ideias e a manutenção da cultura gaúcha.

A mulher se projeta no tradicionalismo gaúcho, evolui de um papel mais passivo e cultural para um protagonismo crescente em todas as áreas, desde a gestão, o esporte, a música, cavalgadas e a dança, impulsionada por uma luta por direitos e desta forma quebrando paradigmas do passado.

Atualmente, mulheres ocupam cargos de liderança, participam ativamente de provas campeiras e eventos, e se organizam para promover a valorizar a cultura gaúcha, garantindo sua presença como transformadora e não figura de apoio.

“Em certos dias em que o minuano soprava, enrolada num xale e pedalando na roça, Bibiana pensava na avó, que costumava dizer-lhe que o destino das mulheres da família era fiar, chorar e esperar.” Érico Veríssimo

A história do Rio Grande, se destaca pela força de incontáveis mulheres.”…

Escritora

Márcia Ximenes Nunes

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