A valorização dos produtos da sociobiodiversidade amazônica tem impulsionado novos negócios e fortalecido cadeias produtivas sustentáveis na região. Entre os empreendedores que apostam nesse mercado está George Caleb, que trabalha com a comercialização de artesanato, biojoias, artigos de decoração e cosméticos produzidos a partir de matérias-primas originárias da floresta.
Durante a EcoAmazônia, o empreendedor apresentou produtos desenvolvidos com sementes, madeiras certificadas e outros insumos amazônicos, destacando o potencial econômico da bioeconomia para gerar renda e promover a conservação ambiental.
“Nossos produtos são feitos com materiais da floresta e carregam a identidade da Amazônia. Trabalhamos com biojoias, itens de decoração, jogos produzidos com madeira certificada, lembranças regionais e cosméticos naturais”, explicou.
Segundo George, um dos diferenciais do negócio é a relação direta com os produtores, sem a presença de atravessadores na cadeia de comercialização. A iniciativa envolve comunidades indígenas, ribeirinhas e fornecedores de diferentes municípios do Amazonas.
“Temos uma cadeia de fornecedores qualificada e trabalhamos diretamente com quem produz. Os recursos gerados retornam para as comunidades e ajudam a fortalecer a economia local”, destacou.
A rede de parceiros inclui produtores de diversas regiões do estado, alcançando municípios do interior e comunidades tradicionais que atuam na coleta e beneficiamento de matérias-primas utilizadas na confecção dos produtos.
Além da participação em feiras e eventos voltados à bioeconomia, George mantém pontos permanentes de comercialização em Manaus. Os produtos podem ser encontrados diariamente na Praça Tenreiro Aranha, no Centro da cidade, e aos domingos na tradicional Feira da Avenida Eduardo Ribeiro.
Para o empreendedor, o crescente interesse pelos produtos amazônicos representa uma oportunidade de ampliar mercados e fortalecer iniciativas que conciliam geração de renda, valorização cultural e uso sustentável dos recursos naturais.
“O consumidor está buscando cada vez mais produtos com identidade, origem e propósito. A Amazônia tem uma riqueza enorme e isso se reflete na diversidade de materiais e saberes presentes em cada peça”, afirmou.
Ao conectar produtores, artesãos e consumidores, iniciativas como essa contribuem para fortalecer a bioeconomia amazônica e demonstram como os recursos da floresta podem gerar desenvolvimento sustentável sem comprometer a conservação ambiental.
Texto e foto: Beatriz Costa

