Da Eco92 à bioeconomia amazônica: a trajetória da 092 Eco, de Leonor Marinho

O que começou em 2024, na comunidade de Paracatuba, às margens do rio Negro, transformou-se em uma trajetória de empreendedorismo sustentável que hoje ganha espaço em algumas das principais feiras de bioeconomia da Amazônia. Idealizadora da marca 092 Eco, Leonor Marinho encontrou nas ecobags uma forma de unir geração de renda, conscientização ambiental e valorização da identidade amazônica.

A iniciativa nasceu da percepção de que era possível criar produtos sustentáveis que substituíssem materiais descartáveis e, ao mesmo tempo, carregassem elementos da cultura regional. As ecobags produzidas pela marca passaram a atrair consumidores interessados em práticas mais responsáveis de consumo e em produtos que refletem a identidade da Amazônia. “Unir a responsabilidade ambiental com o desafio de produzir e ter um negócio sustentável”, disse a empreendedora. 

Desde então, Leonor vem ampliando sua participação em eventos voltados para a sustentabilidade e a bioeconomia. Um dos destaques foi sua presença na EcoAmazônia, feira que reuniu empreendedores, pesquisadores, comunidades tradicionais e instituições ligadas ao desenvolvimento sustentável da região. “O evento foi uma importante vitrine para apresentar os produtos da marca e fortalecer conexões com outros negócios”, destacou Leonor. 

Nos últimos anos, mais do que atuar como vendedora, Leonor passou a ocupar um papel de multiplicadora de conhecimento. Em feiras e encontros de empreendedorismo, ela compartilha sua experiência na criação e consolidação da 092 Eco, orientando novos empreendedores sobre desafios, oportunidades e estratégias para desenvolver negócios sustentáveis na Amazônia.

A atuação como mentora reflete uma visão que vai além da comercialização de produtos. Para Leonor, o fortalecimento da bioeconomia depende da construção de redes de colaboração capazes de estimular novos empreendimentos e ampliar as oportunidades para comunidades e pequenos produtores da região. “Tudo o que eu vivo, procuro levar para lá, para compartilhar com outras artesãs”, destacou.



Post Author: Michelle Portela

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