Caprinocultura leiteira ganha espaço na Expoagro com genética e produção de derivados

Capril Valentina apresenta animais de raças leiteiras e participa de torneio na 48ª Expoagro; produção também abastece fabricação de leite, queijo, iogurte e doce de leite

A criação de cabras leiteiras também ocupa espaço na 48ª Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro). Entre os animais apresentados ao público estão exemplares selecionados para produção de leite, mostrando uma atividade que começa no melhoramento dos rebanhos e se estende à fabricação de produtos como queijos, iogurtes e doces.

Um dos participantes da exposição é o Capril Valentina, localizado no quilômetro 27 da estrada de Iranduba. A propriedade levou animais à Expoagro e participa do torneio leiteiro realizado durante a programação.

Tiago Marinho, trabalhador do Capril Valentina e responsável pela ordenha, acompanha de perto a rotina desses animais.

“Hoje estamos aqui na 48ª Expoagro para trazer o melhor do nosso Capril Valentina, a nossa criação. Estamos participando do torneio leiteiro”, conta.

Segundo Tiago, a propriedade trabalha com três raças de cabras leiteiras: Toggenburg, Alpina e Saanen.

Genética voltada à produção de leite

Diferentemente de criações destinadas principalmente à produção de carne, no Capril Valentina a seleção dos animais está diretamente relacionada à aptidão leiteira.

Tiago destaca especialmente as raças Toggenburg e Saanen entre os animais apresentados na exposição.

“Estamos com a Toggenburg e com a Saanen aqui. São raças leiteiras, de muita produção de leite”, explica.

A presença desses animais na Expoagro também permite mostrar ao público o avanço da genética utilizada na caprinocultura do estado.

Na avaliação de Tiago, o Amazonas já conta com exemplares de genética leiteira de qualidade.

“Hoje, aqui no estado do Amazonas, nós já temos uma genética de raça leiteira muito avançada. Estamos trabalhando com algumas das melhores raças de cabras leiteiras”, afirma.

Leite vira queijo, iogurte e doce

A produção do Capril Valentina não termina na ordenha.

O leite obtido dos animais também é utilizado para desenvolver derivados, ampliando as possibilidades de comercialização da propriedade.

“Hoje trabalhamos com iogurte, queijo e doce de leite”, conta Tiago.

Além dos derivados, o próprio leite de cabra é comercializado. Os produtos fabricados pelo capril também foram levados à Expoagro, permitindo que o visitante conheça não apenas os animais responsáveis pela produção, mas aquilo que chega ao consumidor depois da ordenha.

Essa transformação da matéria-prima representa uma possibilidade de agregação de valor para a caprinocultura. Em vez de depender exclusivamente da comercialização do leite in natura, propriedades podem diversificar a produção e alcançar diferentes perfis de consumidores.

Torneio leiteiro coloca produtividade à prova

A participação no torneio leiteiro é outro momento importante para o Capril Valentina durante a Expoagro.

As competições permitem acompanhar o desempenho produtivo dos animais e também funcionam como vitrine para propriedades que investem em genética e manejo.

Para quem trabalha diariamente com a ordenha, como Tiago, a exposição aproxima do público uma atividade que exige cuidados durante todo o ano para que os animais consigam expressar seu potencial produtivo.

A genética representa apenas uma parte dessa equação. Alimentação, manejo, sanidade e rotina de ordenha também interferem diretamente no resultado obtido.

Mercado ainda pode avançar

Por enquanto, segundo Tiago, a principal atividade comercial do Capril Valentina está concentrada no leite e seus derivados, e não na venda dos animais.

“Ainda não estamos trabalhando com venda de animais. Estamos trabalhando com leite”, explica.

A estratégia mostra uma possibilidade econômica dentro da caprinocultura amazonense: utilizar animais geneticamente selecionados não apenas para formar rebanhos, mas para sustentar uma cadeia de produtos derivados.

Leite, queijo, iogurte e doce de leite permitem que uma mesma atividade gere diferentes produtos e possibilidades de comercialização.

Na 48ª Expoagro, a presença das cabras leiteiras ajuda ainda a apresentar ao visitante uma face menos conhecida da pecuária amazonense. Ao lado dos grandes bovinos que tradicionalmente chamam atenção na exposição, os caprinos mostram que animais menores também podem combinar genética, produtividade e agroindustrialização.

Para o Capril Valentina, essa cadeia começa na seleção das raças e passa diariamente pelas mãos de trabalhadores como Tiago Marinho durante a ordenha. O resultado sai do campo em diferentes formas (do leite ao queijo, do iogurte ao doce) e amplia as alternativas de produção dentro da pecuária do Amazonas.

Texto: Beatriz Costa

Fotos: Josieli Nascimento

Post Author: Beatriz Costa

Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Pós-graduação em Publicidade, Propaganda e Mídias Sociais. Editora-chefe do Portal Agro Floresta Amazônia / Revista Agro Floresta Brasil

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