Os efeitos do super El Niño já passam a ser sentidos de forma mais evidente no Brasil, mas os impactos mais severos ainda estão por vir.
Os efeitos já começaram a ser sentidos oficialmente desde a última quinta-feira (16) no Brasil. Confirmado em junho, os impactos sobre o clima brasileiro começaram a se tornar mais evidentes desde a segunda quinzena de julho.
Nesse cenário, o El Niño passa a influenciar de forma mais intensa o padrão das chuvas e das temperaturas no país, enquanto previsões da NOAA indicam alta probabilidade de o evento atingir intensidade muito forte nos próximos messe. previsão do Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), aponta 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar a classificação “muito forte” entre outubro e dezembro, período em que deverá atingir seu pico de intensidade.
. O pico do atual fenômeno está previsto para se estender até janeiro, quando as águas do Oceano Pacífico poderão apresentar anomalias térmicas expressivas.
. Os impactos climáticos mais severos no Brasil começam a ser percebidos justamente a partir da segunda quinzena de julho.
Super El Niño já está formado
Pela metodologia tradicional baseada no Índice Oceânico Niño (ONI), o super El Niño já atingiu o patamar considerado muito forte no Oceano Pacífico equatorial.
Na semana centrada em 8 de julho, a principal região monitorada registrou aquecimento de +2,0°C. Esse valor corresponde ao nível associado ao que popularmente é chamado de Super El Niño.
A área monitorada é conhecida como Niño 3.4. Trata-se de uma extensa faixa localizada no centro do Oceano Pacífico equatorial, entre a Oceania e a América do Sul.
Os cientistas utilizam essa região como principal indicador para acompanhar a evolução do fenômeno, já que as alterações na temperatura da superfície do mar influenciam os ventos e a distribuição das chuvas em diversas partes do planeta.
Como o fenômeno afeta o clima no Brasil? Os efeitos do El Niño começam a se tornar mais evidentes em diferentes regiões brasileiras.
- Região Sul: a previsão indica aumento expressivo das chuvas, com maior risco de tempestades, enchentes e outros eventos extremos.
. Regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste: a tendência é de calor intenso, tempo seco persistente e redução significativa das chuvas
Historicamente, o evento de 1997-1998, quando as águas do Pacífico atingiram cerca de +2,3°C acima da média, provocou impactos severos em diferentes partes do mundo.
Mais recentemente, o El Niño de 2023-2024, que alcançou aproximadamente +2,1°C, foi apontado como responsável pelas chuvas intensas e pelas enchentes históricas registradas no Rio Grande do Sul.
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