Estimativas de crescimento ficam entre 2% e 2,2%; impactos atribuídos ao El Niño e perdas na produção agrícola aumentam as preocupações com o desempenho da economia.
As perspectivas para a economia brasileira em 2026 ficaram mais moderadas após revisões nas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) atribuídas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Ministério da Fazenda. As estimativas mencionadas situam a expansão econômica na faixa de 2% a 2,2%, refletindo um cenário de desafios internos e externos.
Entre os setores apontados como vulneráveis está o agronegócio, cuja atividade depende diretamente das condições climáticas. Períodos prolongados de estiagem, temperaturas elevadas e irregularidade das chuvas podem comprometer o desenvolvimento das lavouras, reduzir a produtividade e elevar os custos de produção.
O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico equatorial, pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do Brasil. Seus efeitos variam conforme a localidade, a intensidade do fenômeno e o período do ciclo agrícola, podendo provocar secas em algumas áreas e excesso de precipitação em outras.

