Proposta prevê jornada de 40 horas semanais, dois dias de descanso remunerado e manutenção dos salários; governo e oposição divergem sobre a tramitação e os efeitos da mudança.
O Senado Federal se prepara para votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso. A votação está prevista para esta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, em meio a negociações entre os parlamentares e divergências sobre o ritmo de tramitação da matéria. <Cite refs={[“turn830312news14″,”turn830312news15”]}/>
A proposta prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de repouso remunerado por semana, preferencialmente aos domingos. A mudança pretende substituir o modelo atual por uma organização de trabalho que permita mais tempo de descanso aos trabalhadores. <Cite refs={[“turn830312news14″,”turn830312news18”]}/>
Governo busca acelerar votação
A base governista articula a aprovação da proposta e defende que a redução da jornada pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), anunciou a apresentação de um requerimento de calendário especial para acelerar a tramitação, com a possibilidade de votação nos dois turnos no mesmo dia, caso o Plenário aprove a medida. <Cite refs={[“turn830312news14″,”turn830312news6”]}/>
Para ser aprovada, uma PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno de votação no Senado. Pelo procedimento regimental ordinário, a proposta precisa passar por sessões de discussão antes de cada votação. A tentativa de acelerar esse calendário tornou-se um dos pontos centrais das negociações políticas. <Cite refs={[“turn830312search12″,”turn830312news14”]}/>
Oposição discute mudanças no texto
A tramitação também é marcada por divergências entre parlamentares sobre a condução do processo e os possíveis efeitos econômicos da mudança. Parte da oposição questiona a velocidade da votação e discute alternativas para modificar o texto, o que poderia prolongar a análise da proposta.
O debate ganhou dimensão eleitoral, com o posicionamento de lideranças políticas e a disputa em torno dos efeitos da medida sobre trabalhadores, empresas e a economia. Apesar das diferenças, a discussão envolve tanto as condições de trabalho quanto os possíveis impactos da redução da jornada sobre a organização das atividades produtivas. <Cite refs={[“turn830312news17″,”turn830312news18”]}/>
O que pode mudar para os trabalhadores?
Se aprovada nos dois turnos e promulgada, a proposta prevê uma transição para a nova jornada. Conforme o texto em discussão, o limite semanal seria reduzido inicialmente para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas, sem redução salarial. A implementação e os prazos dependerão da versão final aprovada e das regras previstas na emenda constitucional. <Cite refs={[“turn830312news14″,”turn830312search3”]}/>
A votação representa uma etapa decisiva para o futuro da escala 6×1 no país, mas a proposta ainda precisa cumprir os requisitos constitucionais para entrar em vigor. Até a conclusão do processo legislativo, as regras atuais permanecem aplicáveis.

