Café amazônico com produção 4 vezes superior ao Arábica entra em teste na Serra da Ibiapaba

O Ceará começa a trilhar novos caminhos na cafeicultura com oinício de estudos e implantações experimentais do café Robusta (Coffea canephora). Atualmente, a presença dessa cultura no Estado ainda é considerada inexpressiva, com pequenas áreas implantadas nos municípios de Mulungu e Ubajara.

No entanto, entidades como a Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec) e a Embrapa Agroindústria Tropical já articulam a expansão dessa variedade, visando transformar o café em uma das culturas mais exploradas no estado.

Diferente do café Arábica, que exige altitudes elevadas e temperaturas amenas, o Robusta é nativo de regiões baixas e quentes, o que amplia significativamente o mapa de cultivo cearense.

De acordo com Odílio Coimbra, assessor da presidência da Faec, a vocação para o plantio se estende por quase todo o território do Estado.

 

“Todas as regiões do Ceará estão aptas ao cultivo, sendo as áreas com vocação aquelas que apresentem temperatura média máxima de 38°C, velocidade de vento moderada e disponibilidade hídrica para irrigação”.

 

 

Café robusta pode chegar na mesa dos consumidores como blend ou na versão solúvel.

Legenda: Café robusta pode chegar na mesa dos consumidores como blend ou na versão solúvel.
Foto: Fabiane de Paula.

 

Produtividade e resistência

A principal vantagem competitiva do Robusta reside na sua eficiência produtiva. Enquanto o café Arábica produz, em média, 20 sacas por hectare ao ano, o Robusta pode atingir uma média de 80 sacas.

José Roberto Vieira Júnior, chefe-adjunto da Embrapa, destaca que o potencial no Ceará está sob avaliação, com expectativas que variam entre 60 e 100 sacas por hectare.

 

“É uma espécie mais resistente a pragas e doenças, tem elevada resistência à seca e maior produtividade”, explica Vieira Júnior.

 

 

No Brasil, café Robusta ganhou o codinome de Amazônico por ter maior concentração de plantio em Rondônia.

Legenda: No Brasil, café Robusta ganhou o codinome de Amazônico por ter maior concentração de plantio em Rondônia.
Foto: Arquivo pessoal/ Leto Rocha.

 

Na prática, produtores já observam esses benefícios. Leto Saraiva Rocha, que mantém uma área experimental em Ubajara com clones do chamado “Robusta Amazônico” vindos de Rondônia, relata resultados precoces.

Fonte: Diário do Nordeste

Post Author: Beatriz Costa

Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Pós-graduação em Publicidade, Propaganda e Mídias Sociais. Editora-chefe do Portal Agro Floresta Amazônia / Revista Agro Floresta Brasil

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *