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Terremoto é sentido em quatro estados brasileiros; no Amazonas, prédios foram evacuados

Um forte terremoto registrado na Venezuela na noite de quarta-feira (24) foi sentido em pelo menos quatro estados da região Norte do Brasil: Amazonas, Pará, Roraima e Amapá. O abalo sísmico, que atingiu magnitude entre 7,2 e 7,5, segundo órgãos de monitoramento internacional, provocou apreensão entre moradores e levou à evacuação preventiva de prédios em diversas cidades.

No Amazonas, moradores de Manaus relataram tremores principalmente em edifícios altos, nos bairros Ponta Negra, Adrianópolis, Dom Pedro e Parque 10. Em alguns condomínios, moradores deixaram os apartamentos por precaução após perceberem oscilações em estruturas e objetos. Também houve registros dos reflexos do sismo nos municípios de Barcelos e Iranduba.

De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, os tremores sentidos no estado estão relacionados às ondas sísmicas geradas pelos fortes terremotos ocorridos na região do Mar do Caribe, próxima à Venezuela. Apesar do susto, não foram registrados feridos nem danos estruturais no estado.

Os reflexos do terremoto também foram percebidos em cidades do Pará, Roraima e Amapá. Em Belém e Macapá, moradores relataram prédios balançando e momentos de apreensão, enquanto algumas edificações foram evacuadas temporariamente por medida de segurança.

Especialistas explicam que terremotos de grande magnitude podem ser sentidos a milhares de quilômetros do epicentro devido à propagação das ondas sísmicas pelo subsolo. Embora o Brasil não esteja localizado em uma área de intensa atividade tectônica, eventos ocorridos em países vizinhos, como Venezuela e Peru, podem gerar tremores perceptíveis, especialmente em edifícios altos da região Norte.

O episódio reacendeu a atenção para o monitoramento sísmico na Amazônia e para a necessidade de protocolos de evacuação em edifícios, mesmo em regiões consideradas de baixo risco para grandes terremotos. Autoridades seguem acompanhando a situação, mas até o momento não há alerta de novos impactos para o território brasileiro.

Post Author: Michelle Portela

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