Amazonas decreta Estado de Emergência Climática e Ambiental diante da previsão de novo El Niño

O Governo do Amazonas decretou, em caráter preventivo, Estado de Emergência Climática e Ambiental em todo o território estadual. A medida foi adotada diante das projeções meteorológicas que indicam a formação de um novo episódio do fenômeno El Niño e dos possíveis impactos que ele pode provocar na região até o primeiro semestre de 2027.

O decreto tem como objetivo fortalecer as ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida a eventos climáticos extremos, como secas severas, redução dos níveis dos rios, queimadas, incêndios florestais e dificuldades de abastecimento para populações em áreas mais vulneráveis.

Segundo o governo estadual, a decisão permite que órgãos públicos ampliem o planejamento e a mobilização de recursos para enfrentar possíveis consequências do fenômeno climático, que historicamente tem provocado alterações significativas no regime de chuvas da Amazônia.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, influenciando os padrões climáticos em diversas partes do mundo. Na Amazônia, o fenômeno costuma estar associado à redução das chuvas, aumento das temperaturas e maior risco de estiagens prolongadas.

As projeções meteorológicas apontam condições favoráveis para a consolidação do fenômeno nos próximos meses, elevando a preocupação com a possibilidade de uma nova seca extrema semelhante às registradas nos últimos anos. Em 2023 e 2024, municípios amazonenses enfrentaram níveis historicamente baixos dos rios, dificuldades no transporte fluvial, interrupções no abastecimento de comunidades isoladas e impactos sobre a pesca, a agricultura familiar e o acesso à água potável.

Com o decreto, o Estado busca antecipar medidas de contingência, incluindo o fortalecimento da Defesa Civil, o monitoramento hidrológico e climático, a preparação de estruturas de atendimento emergencial e a articulação com prefeituras e órgãos federais.

Especialistas alertam que eventos climáticos extremos tendem a se tornar mais frequentes e intensos devido às mudanças climáticas globais. Na Amazônia, a combinação entre o avanço do desmatamento, as queimadas e fenômenos como o El Niño aumenta a vulnerabilidade dos ecossistemas e das populações que dependem diretamente dos recursos naturais para sua sobrevivência.

A expectativa é que os próximos boletins meteorológicos permitam um acompanhamento mais preciso da evolução do fenômeno, auxiliando na definição de estratégias para reduzir impactos sociais, econômicos e ambientais em todo o estado.

Post Author: Beatriz Costa

Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Pós-graduação em Publicidade, Propaganda e Mídias Sociais. Editora-chefe do Portal Agro Floresta Amazônia / Revista Agro Floresta Brasil

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