A EcoAmazônia 2026 tem fortalecido a conexão entre consumidores e empreendedores comunitários da bioeconomia amazônica, aproximando o público de produtos feitos diretamente pelas mãos de artesãos e produtores da floresta. Com mais de 70 estandes, o evento reuniu iniciativas sustentáveis, gastronomia, artesanato e produtos regionais no Centro de Convenções Vasco Vasques 2, em Manaus.
Realizada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a feira contou com empreendedores de 13 Unidades de Conservação (UCs) do Estado, com a comercialização de biojoias, cestarias, artesanatos, itens de decoração, biocosméticos e outros produtos que valorizam a sociobiodiversidade amazônica.
Com movimento intenso nos estandes, se deu devido ao feriado prolongado e refletiu diretamente nas vendas e no reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas comunidades tradicionais. Para muitos expositores, o evento representa oportunidade de geração de renda, fortalecimento da bioeconomia e valorização dos saberes ancestrais.
Regina Ramos, da Sapopema Biojoia, da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, participou pela segunda vez da feira e comenta sobre a satisfação com a receptividade do público ao trabalho artesanal feito com materiais da sociobiodiversidade amazônica.
A inspiração para as criações da marca vem diretamente da floresta, utilizando sementes, fibras naturais, madeiras de reflorestamento e outros materiais orgânicos na produção das biojoias. Cada peça é produzida manualmente e carrega elementos ligados à identidade amazônica e ao uso consciente dos recursos naturais.
“É a segunda vez que eu estou participando e nunca decepciona, então eu sinto muito feliz com a venda e com o reconhecimento do trabalho manual, o trabalho que a gente faz com sementes, com lápis, com cascas, é o reconhecimento das pessoas que participam da feira e também não decepciona, porque a gente está vendendo muito bem, graças a Deus”, comemora.
Para Regina, a feira também é uma oportunidade de aproximar o público das comunidades que vivem e produzem dentro das áreas protegidas do Amazonas. Ela fez um convite direto a quem ainda não visitou o evento.

Outra empreendedora que celebrou o resultado das vendas foi Márcia Viana, que trabalha com reaproveitamento de madeira na produção de peças decorativas e biojoias. As criações envolvem técnicas manuais de entalhe e marchetaria, transformando resíduos de madeira em peças artesanais delicadas e elaboradas.
“Eu vendi tanto que eu fiquei surpresa, vendi bastante. Então, assim, para mim é muito gratificante participar de um evento aqui em Manaus e as pessoas reconheceram o meu trabalho e dar valor, porque é um trabalho manual, é um produto bem delicado. Eu estou muito feliz por participar desse evento”, agradeceu.
A jornalista Larissa Balieiro aproveitou a programação para adquirir produtos produzidos diretamente por artesãos da floresta. Em clima de Copa do Mundo, ela comprou camisa e boné para acompanhar os jogos com itens que unem identidade cultural e o momento esportivo.
“Adorando, principalmente porque a feira veio num feriado prolongado, onde a gente pode conhecer melhor os artesanatos, conhecer um pouquinho também da nossa cultura, das feiras, se aproximar da nossa essência, da nossa ancestralidade, que é maravilhosa. Em época de copa tem muito produto de copa aqui também, então estou adorando a EcoAmazônia e recomendo também”, disse.
Fonte: SEMA

