Distrito Naval confirma plano de ação para estiagem

O vice-almirante André Luiz de Andrade Felix, comandante do 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil, em Manaus, capital do Amazonas, disse que a unidade já iniciou uma operação para enfrentamento da estiZagem em 2026, que deverá ser influenciada pelo chamado Super El Niño. A iniciativa envolve identificar pontos sensíveis para dragagens durante o período.

A declaração ocorreu durante a TranspoAmazônia 2026 – 3ª Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística consolidou nesta quinta-feira (28) sua posição como principal fórum do setor na Região Norte, realizada no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus.

O plano de ação envolve a reunião com entes e empresas que atuam com transporte, logística e navegação na Amazônia, em todas as esferas (municipal, estadual e federal) para analisar os pontos críticos, a partir de informações de anos anteriores. “Temos as lições aprendidas e podemos usar as informações para realizar o levantamento logístico das partes críticas”, ressaltou, referindo-se aos rios da região até Manaus.

Dessa maneira, foram identificados como pontos críticos que exigirão dragagem: a enseada do Madeira, passagem do Tabocal, ilha da Juçara, e Rio Madeira; são algumas das regiões que deverão receber ações pré-planejadas para mitigar os efeitos da estiagem. Ainda de acordo com Félix, o plano de ação estará sendo formulado junto ao grupo formado até julho desse ano. “Essas informações serão repassadas ao DNIT, para viabilizar as dragagens”, disse.

 

Fronteiras

 

Ainda durante a feira, o vice-almirante comentou a recente classificação das organizações criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), que passaram a constar na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos, ao ressaltar que a Amazônia sofre influência dos grupos.

 

“É uma região de contexto social conturbado, com aumento das organizações criminosas”, ressaltou André Felix, ao lembrar que a região possui fronteiras com outros cinco países e que, nesse contexto, o país também precisa enfrentar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

 

O militar também defendeu a organização do chamado cluster para a Amazônia, que reúne entidades, instituições e empresas que trabalham juntos para um objetivo comum, que com a formulação de projetos para melhorar a logística na região.

 

Entre as iniciativas já visualizadas pelo grupo, está o fortalecimento da relação comercial de Manaus, capital do Amazonas, a Iquitos, cidade na fronteira com o Peru, pelo rio Solimões. “São duas cidades que poderiam ser melhor atendidas, com oferta de produtos como petróleo para ser refinado na Zona Franca de Manaus, por exemplo”, avalia.

 

Texto e foto: Michelle Portela

Post Author: Beatriz Costa

Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Pós-graduação em Publicidade, Propaganda e Mídias Sociais. Editora-chefe do Portal Agro Floresta Amazônia / Revista Agro Floresta Brasil

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