A União Europeia solicitou à Organização das Nações Unidas (ONU) que lidere uma iniciativa internacional para permitir novamente a exportação de petróleo através do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de energia.
O pedido foi apresentado pela chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, que informou ter conversado com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre possíveis mecanismos para garantir o fluxo de petróleo pela região, afetado pelas tensões militares no Oriente Médio.
A proposta europeia busca uma solução diplomática semelhante ao acordo que permitiu a exportação de grãos da Ucrânia durante a guerra com a Rússia, mediado pelas Nações Unidas. A ideia seria criar um modelo de negociação internacional que assegure a passagem segura de navios petroleiros pelo estreito.
O bloqueio ou as restrições no Estreito de Ormuz são motivo de grande preocupação global. Cerca de 20% do petróleo consumido no mundo passa por essa rota, o que significa que qualquer interrupção pode provocar impactos diretos no abastecimento energético e nos preços internacionais.
Além do petróleo, a região também é crucial para o transporte de fertilizantes. Segundo autoridades europeias, uma interrupção prolongada poderia reduzir a oferta desses insumos e gerar efeitos indiretos na produção agrícola mundial, aumentando o risco de escassez de alimentos no futuro.
A situação ocorre em meio ao agravamento do conflito envolvendo o Irã e seus adversários, o que elevou as tensões militares na região e levou diversos países a discutir formas de proteger a navegação e evitar uma crise energética global.
Diante desse cenário, diplomatas europeus defendem uma resposta coordenada da comunidade internacional para evitar que o bloqueio da rota provoque um choque no mercado de energia e amplie os efeitos econômicos da crise.

