Sobre o Plano Safra 2020/2021: taxas e prioridades de investimento

A tendência é que medidas especiais para agricultura familiar continuem entre os assunto prioritários

O lançamento do Plano Safra 2020/2021 está marcado para o próximo dia 17 de junho, às 16h30, mas já se conhecem alguns posicionamentos. Acredita-se que o total de recursos destinados pelo Ministério de Agricultura e Pecuária e Abastecimento ao Plano Safra 2020/2021, fique um pouco acima do registrado na temporada passada, da ordem de R$ 225 bilhões, segundo analistas.

Investimentos e prioridades

Segundo análise do ex-secretário de política agrícola Benedito Rosa as prioridades do governo no próximo Plano Safra em relação às linhas de crédito a receberem mais recursos não vão mudar e “nem tem motivo” para isso. Seriam elas: o programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), as linhas para armazenagem e infraestrutura e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Taxas

De acordo com as fontes para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), os juros aplicados seriam de 3% a 4% ao ano, portanto menores do que os da safra atuais, de 4,6% ao ano. 

Para os produtores de porte médio, a taxa será de 5,25%, contra os 6% hoje aplicados. Para os demais produtores, que atualmente pagam juros de 8% ao ano, o Plano Safra traria taxa anual de 6,5%.

Parlamentares do agro pedem corte maior no juros

Na última sexta-feira, 12, integrantes da bancada do agronegócio e o ministro da Economia, Paulo Guedes, participaram de uma reunião para discutir melhores condições de financiamento para o Plano Safra 2020/2021.

Na pauta esteve a redução do spread bancário, aumento de recursos para assistência técnica e extensão rural e regularização fundiária. O tema já foi discutido na última semana com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

 O analista Rosa disse que o Ministério da Agricultura vem tratando deste tema junto ao governo nas últimas duas semanas, ‘porque ficou evidente que não basta apenas que o mercado financeiro cobre menos por um empréstimo financeiro’.

“Estamos acompanhando que a Selic caiu mas o governo diz que não é possível baixar os juros, e os agricultores não estão entendendo essa questão. Os custos do sistema de crédito no Brasil são caros. Só aqui existe um sistema de crédito específico para a agricultura. Em outros países desenvolvidos não existe essa diferença, é tudo unificado e os juros são baixos”, afirma o analista.

Texto: Dulce Maria Rodriguez 

Fotos: Reprodução

Post Author: Agro Floresta

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