Manaus registra péssima qualidade do ar pelo quinto dia consecutivo devido à fumaça das queimadas

Índice de poluição chegou a 195 pontos na manhã desta segunda-feira (12), segundo dados citados na reportagem; população deve redobrar os cuidados com a exposição à fumaça

Manaus voltou a amanhecer encoberta pela fumaça das queimadas nesta segunda-feira (12 de outubro de 2026). A capital amazonense enfrenta mais um episódio de poluição atmosférica intensa, com índices de qualidade do ar classificados como insalubres e níveis elevados de partículas finas suspensas na atmosfera. O cenário mantém o alerta para os riscos à saúde, principalmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias.

De acordo com informações divulgadas pela plataforma internacional IQAir, o índice de qualidade do ar (AQI) chegou a 195 pontos por volta das 6h da manhã, nível considerado insalubre. A capital também aparece entre as cidades brasileiras com os piores indicadores de poluição atmosférica, em meio à persistência da fumaça proveniente dos incêndios florestais na região amazônica.

A situação não é isolada. Nos últimos dias, Manaus registrou sucessivos episódios de deterioração da qualidade do ar, levando autoridades a emitirem alertas e recomendarem medidas para reduzir a exposição da população aos poluentes.

Partículas finas preocupam especialistas

Um dos principais indicadores utilizados no monitoramento da poluição atmosférica é o material particulado fino, conhecido como PM2,5. Essas partículas possuem diâmetro de até 2,5 micrômetros e podem penetrar profundamente no sistema respiratório, provocando irritações e agravando problemas de saúde.

Segundo os dados exibidos na captura de tela da IQAir, a concentração de PM2,5 chegou a 123 microgramas por metro cúbico (µg/m³), com registros ainda mais elevados durante a madrugada nos últimos dias. A página de monitoramento consultada também apontava níveis insalubres na capital, embora os valores variassem conforme o horário e a estação de medição.

A exposição à fumaça pode provocar tosse, irritação nos olhos e na garganta, falta de ar e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com asma ou outras condições crônicas estão entre os grupos que exigem maior atenção.

Fumaça está relacionada às queimadas no Amazonas

A presença da fumaça em Manaus está associada aos incêndios registrados no interior do Amazonas e em outras áreas da região amazônica. De acordo com informações divulgadas pela Defesa Civil municipal, a fumaça que atingiu a capital nos últimos dias teve origem em queimadas em municípios do interior do estado.

O avanço da fumaça evidencia que os impactos dos incêndios florestais ultrapassam as áreas diretamente atingidas pelo fogo. Mesmo quando os focos estão distantes dos centros urbanos, as condições meteorológicas e a circulação dos ventos podem transportar os poluentes e comprometer a qualidade do ar em cidades como Manaus.

O problema também afeta a rotina da população, podendo dificultar atividades ao ar livre e exigir medidas preventivas em escolas, órgãos públicos e outros espaços coletivos. Nos últimos dias, a piora da qualidade do ar levou à suspensão de aulas e de atividades presenciais em instituições da capital.

Como se proteger da fumaça

Diante da persistência da poluição, a orientação é reduzir o tempo de exposição ao ar contaminado. A população deve evitar exercícios físicos ao ar livre, especialmente nos horários em que os índices de poluição estiverem mais elevados, e manter portas e janelas fechadas quando houver muita fumaça no ambiente externo.

Quando for necessário sair de casa, máscaras do tipo PFF2 ou N95 podem ajudar a reduzir a inalação de partículas finas, desde que estejam bem ajustadas ao rosto. Também é importante manter a hidratação e procurar atendimento de saúde diante de sintomas como dificuldade para respirar, dor no peito ou agravamento de problemas respiratórios.

Pessoas com doenças crônicas devem seguir as orientações dos profissionais de saúde e manter os medicamentos prescritos disponíveis.

Monitoramento exige atenção contínua

A situação da qualidade do ar pode mudar ao longo do dia conforme a intensidade dos incêndios, a direção dos ventos, a umidade e as condições atmosféricas. Por isso, os dados das plataformas de monitoramento devem ser consultados regularmente, considerando o horário da medição e a localização das estações.

Enquanto persistirem os focos de queimadas e o transporte de fumaça para a capital, a população deverá manter os cuidados preventivos. O cenário reforça a importância das ações de combate aos incêndios florestais, da fiscalização ambiental e do monitoramento contínuo para reduzir os impactos da poluição sobre a saúde pública em Manaus e na região metropolitana.

Post Author: Beatriz Costa

Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Pós-graduação em Publicidade, Propaganda e Mídias Sociais. Editora-chefe do Portal Agro Floresta Amazônia / Revista Agro Floresta Brasil

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