Candidatos ampliam articulações políticas e mobilizam apoiadores; propostas econômicas e medidas de ajuste fiscal estão entre os principais pontos de divergência antes da votação de 25 de outubro.
A disputa pela Presidência da República entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra em uma fase decisiva com a aproximação do segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026. Os dois candidatos intensificaram as agendas políticas no fim de semana, buscando ampliar o apoio de lideranças regionais e mobilizar eleitores em diferentes segmentos da sociedade.
No domingo (11), Flávio Bolsonaro participou de um encontro com prefeitos e vereadores em São Paulo, acompanhado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). A reunião teve como objetivo fortalecer alianças políticas e ampliar a mobilização de lideranças municipais em torno de sua candidatura.
No encontro, Flávio criticou a gestão federal e defendeu maior articulação entre os governos federal, estaduais e municipais. Tarcísio também fez críticas à administração petista, especialmente em relação aos repasses federais para a saúde e ao financiamento de serviços públicos.
Lula realiza ato público e critica propostas econômicas do adversário
Também no domingo, Lula participou de um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, organizado por movimentos sociais, estudantes e partidos de esquerda em apoio à sua candidatura à reeleição.
O presidente utilizou o evento para mobilizar apoiadores e defender sua agenda de governo. Entre os temas abordados na campanha estão a geração de empregos, a renda dos trabalhadores, a manutenção de políticas sociais e a atuação do governo federal na área da segurança pública.
Lula também intensificou as críticas às propostas de ajuste fiscal atribuídas à equipe de Flávio Bolsonaro. O presidente classificou as medidas como uma “aberração”, segundo o material apresentado, e argumentou que cortes expressivos nas despesas públicas poderiam comprometer programas sociais e serviços oferecidos à população.
A equipe de Flávio, por sua vez, contesta críticas relacionadas a possíveis reduções de benefícios sociais e afirma que pretende promover ajustes nas contas públicas sem extinguir programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Economia e políticas sociais concentram divergências
As propostas econômicas ganharam espaço na campanha, com os candidatos apresentando visões distintas sobre o papel do Estado, o controle dos gastos públicos e a manutenção de políticas sociais.
De um lado, Lula defende a continuidade de programas sociais e de medidas voltadas à ampliação da renda e do acesso a serviços públicos. De outro, Flávio Bolsonaro coloca o ajuste fiscal e a revisão de despesas entre os pontos de sua agenda econômica, afirmando que pretende melhorar a gestão dos recursos públicos.
A discussão deverá permanecer no centro dos debates eleitorais, especialmente em relação aos possíveis efeitos das propostas sobre a população de baixa renda, os investimentos públicos e a sustentabilidade das contas governamentais.
Eleitores se preparam para a votação decisiva
O segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro, conforme o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até lá, os candidatos devem continuar percorrendo diferentes regiões do país, participando de atos públicos, concedendo entrevistas e apresentando propostas para conquistar o apoio dos eleitores indecisos.
A reta final da campanha também será marcada pela divulgação de novas pesquisas eleitorais e pela realização de debates entre os candidatos. Os levantamentos disponíveis apresentam diferenças de metodologia, margem de erro e período de coleta, devendo ser analisados individualmente.
Com a proximidade da votação, a disputa permanece concentrada na mobilização das bases eleitorais, na articulação com lideranças políticas e na apresentação de propostas para temas como economia, segurança pública, emprego e políticas sociais.

