Após duas décadas como uma das principais lideranças da política peruana, Keiko Fujimori foi eleita presidente do Peru, encerrando uma trajetória marcada por três tentativas frustradas de chegar ao cargo mais alto do Executivo.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko cresceu em meio aos corredores do poder e construiu sua carreira política sob forte influência do legado familiar. Ao longo dos anos, consolidou-se como uma das figuras mais conhecidas e polarizadoras do cenário político peruano.
A vitória representa uma reviravolta após sucessivas derrotas em disputas presidenciais, nas quais chegou perto da vitória, mas acabou derrotada nas urnas. Agora, ela assume a Presidência em um momento de desafios econômicos, sociais e institucionais para o país.
O sobrenome Fujimori continua sendo um dos mais controversos da política peruana. Para seus apoiadores, a família está associada ao combate ao terrorismo e à estabilização econômica promovida durante o governo de Alberto Fujimori na década de 1990. Já para os críticos, o período também é lembrado por denúncias de violações de direitos humanos, autoritarismo e casos de corrupção que culminaram na condenação do ex-presidente.
Essa divisão histórica permanece presente na sociedade peruana e tende a marcar o novo governo de Keiko Fujimori. Sua gestão será acompanhada de perto tanto pelos aliados, que esperam a retomada de políticas de crescimento econômico, quanto pelos opositores, que defendem maior vigilância sobre as instituições democráticas e o respeito aos direitos fundamentais.
Com a posse, Keiko Fujimori inicia um novo capítulo na história política do Peru, tendo como principal desafio governar um país profundamente dividido e reconstruir a confiança da população nas instituições públicas.

