Hoje é o dia do “Fisioterapeuta” e entrevistamos Diego Ribeiro que já participou de algumas Olimpíadas pelo Brasil

O fisioterapeuta é o profissional de saúde responsável por avaliar, prevenir, diagnosticar e tratar distúrbios e disfunções do movimento humano e da capacidade física. Hoje dia 13 de outubro é o “Dia do Fisioterapeuta no Brasil”.

Nossa entrevista de hoje é com o fisioterapeuta que participou de algumas Olimpíadas pelo Brasil, Diego Erves Ribeiro, que trabalha na Academia Fitness e Fisio no Rio de Janeiro, na Mais padel em Joinville e na Confederação Brasileira de Vôlei pelo Brasil.

O que levou você a escolher a fisioterapia como carreira?

…” Meu pai trabalhou como Fisioterapeuta do vôlei de quadra durante anos e sempre vivenciei o esporte de alto rendimento. Acho que a vivência me motivou a ir por esse caminho.”…

 

Onde você fez sua faculdade e como avalia a sua formação?

…” Fiz a faculdade Uni Ibmr no Rio de Janeiro e Pós graduação na Ufrj em biomecânica aplicada. Também fiz minha formação em osteopatia pela EBOM além de diversos cursos de terapia manual e na área esportiva.”…

 

 

 

Possui alguma especialização (como ortopedia, neurologia, desportiva ou terapia intensiva)?

…” Tenho especialização em Biomecânica e Fisioterapia esportiva pela Sonafe.”…

 

Por que escolheu essa área?

…” Foi a área que sempre tive contato e atuei quando estagiário. Trabalhei com vários atletas profissionais nessa época. O vôlei de areia foi o esporte que atuei e atuo até hoje por causa disso. “…

 

Como é um dia típico de trabalho na sua rotina atual?

…” No consultório eu aplico avaliações especificas para traçar os objetivos clínicos assim como tratamentos modernos para diminuir o tempo de recuperação. Em competições geralmente atendo por demanda dos atletas de forma a contribuir para que os mesmos consigam se manter bem fisicamente nos casos de lesões prévias e as que acontecem nas competições. “…

 

Como você faz a avaliação inicial de um paciente que chega com dor?

…” Geralmente uso testes ortopédicos e uma avaliação com abordagem na osteopatia. Além disso tenho usado bastante ultrassom de imagem e avaliação termografia para identificar melhor o caminho seguir.”…

 

 

Qual foi o caso mais desafiador ou marcante que você já atendeu e como resolveu?

…” Em competição na Polônia, um atleta medalhista olímpico sofreu uma lesão grave nas quartas de final de uma copa do mundo de vôlei de areia. Conseguimos ajudar ele a ir até a final e ser vice campão mundial na época. Na semana seguinte teve outra competição e a recuperação foi excelente levando a ele ganhar o ouro na suíça. “…

 

Ultimamente quais são seus principais atendimentos?

…” Atendo no meu consultório no Rio de Janeiro o qual tenho a 20 anos e atendo no maior clube de padel aqui da minha cidade em Joinville, a Mais Padel. Além das competições de vôlei de areia que atuo como coordenador de equipe medica dos eventos nacionais e internacionais pelo Brasil.”…

Em datas expressivas como final de ano, dia das mães e dia pais, datas importantes, as pessoas costumam a sentir mais dores, li algo a respeito, você pode falar sobre esse assunto?

…” Sabemos hoje que as dores são multifatoriais. Muitas vezes existem influência de fatores externos como fatores Biopsicosociais (sono, ansiedade, alimentação, etc…). Nessas datas podemos ter uma agitação sensorial maior o que leva a sensibilização maior do cortex, responsável por receber e traduzir os estímulos de dor. Meu trabalho além de ajudar reduzir esses inputs fisicamente e também orientar e explicar essas questões para que possamos diminuir a interferência deles.”…

 

 

Como foi a sua participação nas Olimpíadas?

…” Participei de 3 ciclos olímpicos e trabalhei ativamente em duas olimpíadas. Ciclo olímpico é o período de preparação dos atletas em busca da vaga olímpica. Londres 2012 eu trabalhei com Alison e Emanoel, Rio 2016 trabalhei na seleção masculina de vôlei de areia e com as atletas Agatha e Barbara. Nessa olimpíada também trabalhei como fisioterapeuta Field of play na arena de vôlei de areia pelo Comitê Olímpico Internacional. Conquistamos uma medalha de ouro no masculino e Prata no Feminino. Nesse período também fui integrante da equipe de fisioterapeutas do COB trabalhando com iatismo. A última olimpíada que atuei foi no Japão, onde fui com time feminino durante a pandemia da covid em 2022. Foi desafiador, mas a experiência foi maravilhosa.”…

 

Escritora

Márcia Ximenes Nunes

Post Author: Márcia Ximenes Nunes

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