Entrevistas com trabalhadores de diversas profissões, nos contando como foram seus trabalhos neste ano de pandemia

PRISCILA PEREIRA – Fisioterapeuta

“…Atendo exclusivamente pacientes pós COVID-19. O ano de 2.020 e este ano, estão sendo os mais marcantes da minha vida como fisioterapeuta. A pandemia veio para colocarmos em prática tudo o que aprendemos durante os anos de graduação e especialização, e o que juramos no dia da formatura.

Muitos momentos tristes, com a perda de pacientes queridos e vários conhecidos, como também vários momentos felizes vendo a evolução de cada paciente, no reaprender a caminhar, falar, comer… é muito gratificante.

Tem estudos que mostram que a fisioterapia foi uma das profissões que mais se destacaram na pandemia, e a valorização dos profissionais dentro e fora do ambiente hospitalar é  o mais recompensador de tudo isso…”

 

LEANDRO DA ROSA BORGES – Técnico de Futsal

“…Durante a pandemia tivemos que nos reinventar em todos os sentidos, desde o financeiro até os protocolos que foram nos passado, o futsal sofreu muito, ainda sofre por ser um esporte amador, muitas equipes fechando as suas portas pela perda financeira, e isso prejudica a sequência dos trabalhos!

Sobre treinamentos, foi um desafio o retorno pela questão física dos atletas, pois ficaram parados por muito tempo, sem poderem exercer sua profissão, e as competições também sofrendo muito, até porque não pode ter publico ou torcida dentro dos nossos ginásios.

Esperamos que  chegue logo a vacina, para que aos poucos esse esporte possa respirar e aos poucos voltar nosso torcedor para dentro do ginásio e termos aquela festa bonita, além de alavancar muito a questão de produção de empregos, pois o esporte Futsal é um trabalho como qualquer um e “vivemos de futsal”…”

 

 

DANIELA PERTILLE – Nutricionista

“…Sou nutricionista da atenção básica, os antigos postinhos, em plena pandemia completei 20 anos nessa função. Trabalhar na área da saúde durante a pandemia, foi ter que se reinventar. Para nós nutricionistas ainda foi light, com o perdão do trocadilho. Com certeza para os médicos e enfermagem, técnicos e enfermeiros padrão foi bem mais desafiador, assim como os agentes comunitários de saúde.

Na minha área especificamente, todos os atendimentos eram também acolhimentos. Muito medo e tensão sempre, o uso dos EPIs, tão necessários,  incomodaram, a orientação sempre mencionava e menciona os cuidados adicionais em relação ao vírus. Enfim como dizem, é o “novo normal”.

Os meus atendimentos, que sempre foram humanizados, procurando ajudar de forma integral o paciente, que é um ser biopsicosocial, foram reforçados nesse sentido, e me senti muito bem podendo ajudar. Espero, como todo mundo, que isso tudo passe, e fico feliz em muita gente ter visto o que eu já sabia: a importância do SUS! Se nosso país fosse sério, esses profissionais seriam mais valorizados…”

MÁRCIO AMARAL – Médico Veterinário, Prefeito Municipal de Alegrete e funcionário da EMATER

“…Durante esse ano no meu trabalho o que mais tenho feito é participar de reuniões, para tentarmos superar o CORONAVÍRUS…”

 

 RAFAEL  ARAÚJO ROSADO – Bartender

”…Começamos mais um ano com bastante trabalho e desafios, mas nunca pensando em desistir. Obstáculos existem, e precisamos tirar proveito deles também, pois aprendemos e ao mesmo tempo ficamos mais preparados para qualquer situação. Entramos mais um ano com incertezas porque é mais um ano com pandemia. Mas tudo isso fez nos reinventarmos a cada novo dia, a cada semana, mas sempre pensei que nossas criações dariam certas, mantendo o foco em cada etapa nova.  Nunca fiz nada sozinho, minha equipe sempre me ajudou, sem o auxílio deles ficaria perdido…”

Escritora

Márcia Ximenes Nunes

Post Author: Márcia Ximenes Nunes

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