O Brasil informou a várias delegações preocupadas com os preparativos da COP30, agendada para novembro em Belém, que pretende garantir opções de hospedagem a um custo acessível, subsidiado pelo governo. Esse anúncio ocorreu após pressões de países em desenvolvimento e ilhas, que haviam manifestado receio de exclusão devido aos preços elevados na capital paraense.
Plano inicial de hospedagem
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O secretário extraordinário para a COP30, Valter Correia, apresentou uma estratégia para priorizar países em desenvolvimento e nações insulares, garantindo alojamentos a preços controlados.
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Correia ressaltou a importância de permitir que “todos possam vir a preços acessíveis”, destacando que seria impensável excluir as nações mais afetadas pelas mudanças climáticas.
Infraestrutura disponível e limitações
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Até o momento foram identificados mais de 30 mil quartos disponíveis, mas este número ainda fica abaixo da demanda esperada de 45 mil participantes da COP30.
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Paralelamente, foi lançado um site de reservas com 1.500 quartos exclusivos para 98 países em desenvolvimento, com valores variando entre US$ 100 e US$ 220 por noite. Outros 1.000 quartos serão incluídos em breve, com tarifas de até US$ 600, abertos a todas as delegações.
Outras soluções logísticas
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Para contornar a limitação da rede hoteleira, o Brasil fechou contrato para utilizar 3.900 cabines em dois navios de cruzeiro, proporcionando mais vagas àqueles que chegarão à cidade portuária.
🔍 Contexto internacional
Relatos da Reuters e do Guardian indicam que preços de hospedagem em Belém chegaram a US$ 700 por noite em certos hotéis, enquanto algumas delegações receberam cotações ainda mais elevadas. Essas condições levaram a uma reunião de emergência do órgão “COP Bureau” da ONU em 29 de julho de 2025, para tratar da crise de logística e garantir participação plena dos países, especialmente do grupo africano.
Na reunião, ficou acordado que o Brasil apresentará uma resposta mais concreta até 11 de agosto de 2025, com detalhes sobre garantias de alojamento adequado para todos os delegados. Países como Países Baixos e Polônia chegaram a considerar a redução drástica de suas delegações devido ao custo proibitivo.

