Concurso internacional premia imagens que revelam beleza e desafios dos oceanos em 2026

Fotógrafo Julien Anton conquistou o principal prêmio com registro de um cavalo-marinho cercado por filhotes recém-nascidos na Polinésia Francesa

Imagens registradas em diferentes partes do planeta revelaram cenas pouco comuns da vida marinha e também os desafios enfrentados pelos oceanos. Os vencedores do Ocean Photographer of the Year 2026, concurso internacional dedicado à fotografia oceânica, foram anunciados pela Oceanographic Magazine, com trabalhos que vão de animais em seu habitat natural a ações de conservação.

O grande vencedor deste ano foi o fotógrafo Julien Anton, responsável por uma imagem feita em Mo’orea, na Polinésia Francesa. A fotografia mostra um cavalo-marinho adulto acompanhado por filhotes recém-nascidos em uma área de águas rasas tomada por algas. Além do prêmio principal de Fotógrafo Oceânico do Ano, Anton também venceu a categoria dedicada à vida selvagem marinha.

A competição reconhece 118 imagens a cada edição e recebe trabalhos tanto de fotógrafos profissionais quanto de amadores. As fotografias são avaliadas por um painel formado por profissionais da fotografia oceânica, além de editores e curadores ligados a museus e galerias.

Imagens percorrem diferentes ambientes marinhos

O concurso é dividido em nove categorias, contemplando temas como conservação, aventura, vida selvagem, belas artes e a relação entre seres humanos e os oceanos. A edição de 2026 também contou com a categoria “O Oceano Invisível: Mundos Ocultos”, voltada a organismos e cenas menos perceptíveis do ambiente marinho.

Na categoria Fotógrafo de Belas Artes Oceânicas do Ano, o vencedor foi Matty Smith. A fotografia premiada foi registrada nas Maldivas e mostra um tubarão-lixa sob a água enquanto a luz solar atravessa a superfície do oceano.

Já Gergo Rugli conquistou o prêmio de Fotógrafo de Aventuras Oceânicas do Ano com uma cena registrada na praia de Tamarama, em Sydney, na Austrália. Na imagem, golfinhos aparecem surfando nas ondas ao lado de surfistas.

Conservação ganha espaço entre os vencedores

Os impactos provocados pela presença humana e as iniciativas de proteção dos ecossistemas também ganharam destaque. Na categoria de Conservação Oceânica – Impacto, James Ferrara venceu com uma fotografia feita no Atol de Raa, nas Maldivas. O registro mostra um tubarão-baleia cercado por mergulhadores e praticantes de snorkel.

Na vertente Conservação Oceânica – Esperança, o prêmio ficou com Thomas Pavy. Durante um levantamento populacional no Estreito de Tiputa, no Atol de Rangiroa, na Polinésia Francesa, ele fotografou um tubarão-martelo-gigante a 55 metros de profundidade.

Outra imagem premiada mostra uma ação coletiva para salvar animais marinhos. Em Boa Vista, Cabo Verde, Rui Duarte registrou voluntários, surfistas, salva-vidas e integrantes de grupos de conservação trabalhando para devolver ao oceano baleias-piloto-de-barbatana-curta que haviam encalhado. O trabalho venceu o Prêmio Conexão Humana: Pessoas e Planeta Oceano.

Vida escondida nas profundezas

A fotógrafa Mitsuna Kawai venceu a categoria “O Oceano Invisível: Mundos Ocultos” com uma fotografia produzida durante um mergulho de inverno em águas profundas de Osezaki, no Japão. A imagem registra um peixe-fita surgindo verticalmente em meio à escuridão.

No Prêmio Portfólio Oceânico, o vencedor foi Miguel Serrano Ruiz. Em uma praia de Baja California Sur, no México, ele fotografou o ambientalista Israel Oblea durante o trabalho de proteção de ovos depositados por uma tartaruga-oliva.

Além do reconhecimento internacional e da divulgação dos trabalhos, a competição oferece diferentes premiações e oportunidades profissionais. Entre elas estão prêmios de 10 mil libras, equipamentos fotográficos e a possibilidade de participar de uma expedição do Censo Oceânico como fotógrafo contratado.

Mais do que reunir fotografias de forte impacto visual, o concurso utiliza as imagens para apresentar diferentes dimensões dos oceanos, da biodiversidade encontrada em águas rasas e profundas às pressões exercidas sobre os ecossistemas e aos esforços de conservação realizados em várias partes do mundo.

Post Author: Beatriz Costa

Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Pós-graduação em Publicidade, Propaganda e Mídias Sociais. Editora-chefe do Portal Agro Floresta Amazônia / Revista Agro Floresta Brasil

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