A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do Instituto CNA, lançou, em Baixa Grande (BA), o Rally Forrageiras para o Semiárido, iniciativa que busca levar aos produtores rurais tecnologias e conhecimentos desenvolvidos ao longo de quase uma década de pesquisas sobre alimentação animal em regiões de seca. O evento marca uma nova etapa do Projeto Forrageiras para o Semiárido, com foco na transferência de tecnologia para o campo.
A programação de abertura contou com um Dia de Campo, reunindo produtores, técnicos, pesquisadores, representantes do Sistema CNA/Senar, federações estaduais, sindicatos rurais e lideranças do agronegócio. Durante as atividades, os participantes conheceram os resultados obtidos nas Unidades de Referência Tecnológica (URTs), onde foram testadas práticas de manejo e espécies forrageiras adaptadas às condições climáticas do Semiárido brasileiro.
Entre as tecnologias apresentadas estão alternativas para o manejo de milho e sorgo destinados à produção de forragem, estratégias de cultivo da palma forrageira, além de técnicas voltadas ao planejamento alimentar dos rebanhos durante períodos de estiagem. Também foram demonstradas inovações como o uso de drones na pulverização e equipamentos para ensilagem, com o objetivo de ampliar a produtividade e a sustentabilidade da pecuária regional.
O Projeto Forrageiras para o Semiárido foi criado em 2017 em parceria com a Embrapa e instituições do Sistema CNA/Senar. A iniciativa identificou espécies de gramíneas, leguminosas e cactáceas mais adaptadas às condições do Semiárido, permitindo o desenvolvimento de recomendações técnicas para garantir alimento ao rebanho mesmo em períodos de escassez de chuvas.
Após a etapa de abertura na Bahia, o Rally percorrerá municípios do Nordeste e do norte de Minas Gerais até novembro, promovendo capacitações, demonstrações práticas e distribuição de material técnico. A proposta é incentivar a adoção das tecnologias pelos produtores rurais, contribuindo para fortalecer a pecuária, aumentar a eficiência dos sistemas de produção e ampliar a resiliência da atividade diante dos efeitos da seca.

