A apuração preliminar das eleições presidenciais da Colômbia realizada neste domingo (21) aponta a vitória do advogado e empresário Abelardo de la Espriella, candidato de direita apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com mais de 99% das urnas contabilizadas, De la Espriella aparece à frente do senador de esquerda Iván Cepeda, aliado do atual presidente colombiano, Gustavo Petro.
Segundo os dados divulgados pelas autoridades eleitorais, o candidato da direita obteve cerca de 49,6% dos votos, enquanto Cepeda alcançou aproximadamente 48,7%, em uma das disputas mais acirradas da história recente do país. A diferença entre os dois candidatos ficou abaixo de 250 mil votos.
A eleição representa uma possível mudança de rumo na política colombiana após o governo de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país. Durante a campanha, De la Espriella adotou um discurso centrado no combate à criminalidade, fortalecimento das forças de segurança e estímulo à economia, além de defender a ampliação da exploração de petróleo e gás como estratégia para impulsionar o crescimento econômico.
Conhecido por suas posições conservadoras e por sua proximidade ideológica com líderes como Donald Trump e Javier Milei, o presidente eleito também prometeu rever políticas implementadas pela atual gestão, especialmente nas áreas de segurança e negociações com grupos armados.
Apesar da divulgação da vitória preliminar, o resultado ainda deverá passar pelo escrutínio oficial. Iván Cepeda e setores ligados ao governo Petro questionaram possíveis irregularidades em parte das urnas e defendem a conclusão da contagem definitiva antes do reconhecimento formal do resultado.
A disputa evidenciou a forte polarização política que marca a Colômbia e reflete um movimento observado em outros países da América Latina, onde temas como segurança pública, crise econômica, desigualdade social e transição energética têm influenciado o comportamento do eleitorado.
Caso a vitória seja confirmada, Abelardo de la Espriella assumirá a presidência da Colômbia em 7 de agosto, sucedendo Gustavo Petro em um cenário de desafios econômicos, sociais e ambientais para o país.

