A riqueza da biodiversidade amazônica tem servido de base para novos negócios que unem inovação, sustentabilidade e geração de renda. É o caso da Biotech Amazon Trader, empresa amazonense que aposta na transformação de frutas regionais em produtos desidratados para ampliar o valor agregado da produção local e conquistar consumidores no mercado internacional.
Fundada por Katherine Oliveira, a empresa trabalha com alimentos desidratados produzidos a partir de matérias-primas amazônicas, utilizando processos que prolongam a vida útil dos produtos sem comprometer suas características nutricionais. O modelo de negócio busca reduzir perdas na cadeia produtiva e criar novas oportunidades para agricultores e agroindústrias da região.
“Investi em provar o que penso e estudo há mais de 40 anos. Afinal, não fui eu quem disse que dava certo?”, destaca Katherine, química de formação natural de Tefé, no interior do Amazonas; mestre em Tecnologia de Alimentos e doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam)..
Atualmente, a Biotech Amazon Trader utiliza cerca de 40 matérias-primas provenientes de comunidades e produtores do Amazonas. Entre os destaques está o abacaxi cultivado em Novo Remanso, distrito de Itacoatiara conhecido pela forte produção da fruta. A mangarataia, ou gengibre é adquirida de agricultores da zona rural de Manaus, capital do Amazonas, e de Presidente Figueiredo, enquanto o cupuaçu chega à empresa por meio de agroindústrias locais. Já a pitaya utilizada nos produtos é fornecida por produtores de Rio Preto da Eva e Iranduba.
O portfólio inclui itens como pitaya desidratada, cupuaçu desidratado e o abacaxi com mangarataia, um dos produtos mais procurados pelos consumidores. A proposta é oferecer alimentos naturais e práticos, atendendo a um público cada vez mais interessado em produtos saudáveis e com origem rastreável.
Incubadora
A trajetória da empresa também passou pelo ecossistema de inovação do Amazonas. A Biotech Amazon Trader participa de programas de capacitação e desenvolvimento empresarial promovidos pelo Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (CIDE) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), fortalecendo sua estrutura de gestão e ampliando oportunidades de mercado.
Com foco na exportação, a empresa direciona sua estratégia comercial para consumidores da Europa, Ásia e Estados Unidos, mercados que apresentam demanda crescente por alimentos naturais, ingredientes funcionais e produtos associados à sustentabilidade. “É onde já existe uma cultura por frutas desidratadas”, analisa a empreendedora.
A expectativa é ampliar a presença dos sabores amazônicos no exterior, levando ao mercado global produtos que carregam não apenas a biodiversidade da floresta, mas também o trabalho de agricultores, agroindústrias e empreendedores comprometidos com uma economia de baixo impacto ambiental.

