A busca por alternativas sustentáveis para fortalecer a bioeconomia amazônica levou produtores rurais, empresários e representantes do agronegócio do Amazonas a participarem de uma agenda técnica sobre o cultivo comercial do pau-rosa na Embrapa Amazônia Ocidental. A visita foi articulada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA) e contou com a presença do presidente da entidade, Muni Lourenço.
O encontro teve como objetivo aproximar o setor produtivo das pesquisas desenvolvidas sobre o pau-rosa (Aniba rosaeodora), espécie nativa da Amazônia conhecida mundialmente pelo óleo essencial rico em linalol, utilizado pela indústria internacional de perfumes e cosméticos. O produto ganhou notoriedade histórica por integrar fórmulas clássicas da perfumaria de luxo, como o Chanel Nº 5.
Durante a programação, pesquisadores apresentaram estudos voltados à criação de um modelo produtivo sustentável para a espécie, incluindo técnicas de clonagem, produção de mudas, manejo agrícola, aumento da produtividade e melhoria da qualidade do óleo essencial. Os participantes também visitaram áreas experimentais da Embrapa para acompanhar os testes realizados no Amazonas.
Segundo Muni Lourenço, a iniciativa surgiu após o crescimento do interesse de investidores em negócios ligados à bioeconomia amazônica. Para a FAEA, o Amazonas possui potencial para transformar o cultivo do pau-rosa em uma nova alternativa econômica sustentável para municípios do interior do estado.
Historicamente explorado de forma predatória durante o ciclo extrativista amazônico, o pau-rosa chegou a sofrer forte redução populacional e entrou na lista de espécies ameaçadas de extinção. Atualmente, as pesquisas conduzidas pela Embrapa buscam justamente viabilizar um sistema de produção comercial sustentável, capaz de unir preservação ambiental e geração de renda.
A expectativa do setor é que o avanço das pesquisas atraia investimentos, fortaleça novos negócios ligados à floresta em pé e amplie as oportunidades econômicas no Amazonas, especialmente diante da crescente demanda global por produtos amazônicos sustentáveis.

