O Amazonas Óleo, Gás e Energia 2026 também abriu espaço para a economia criativa, reunindo artesãos que transformam elementos da biodiversidade amazônica em produtos com identidade cultural e valor agregado.
Entre os destaques estão as biojoias e ecojoias produzidas por artesãs que carregam em suas peças histórias, ancestralidade e conexão com o território.
Trajetória, inovação e conexão com a Amazônia
Com mais de 30 anos de atuação, a artesã Rita Prossi construiu uma carreira consolidada no mercado de biojoias, com reconhecimento nacional e internacional.
Ao longo da trajetória, seu trabalho já foi exportado para diversos países e premiado por inovação, além de integrar acervo de instituições no exterior.
“Meu trabalho sempre foi mostrar a Amazônia por meio dos produtos. Cada peça conta uma história, leva um pouco da nossa cultura e da nossa identidade”, afirmou.
Rita destaca que suas criações vão além do design, incorporando elementos simbólicos e narrativas regionais. As coleções são inspiradas em temas como o Teatro Amazonas, lendas amazônicas e referências culturais, acompanhadas de informações que contextualizam cada peça.
Outro diferencial é a relação direta com comunidades tradicionais, responsáveis pelo fornecimento da matéria-prima.
“Eu trabalho há mais de 30 anos com comunidades ribeirinhas e indígenas. A gente cresce junto. Quando o meu trabalho cresce, eu levo essas pessoas comigo”, destacou.
Após enfrentar desafios como crises internacionais e a pandemia, a artesã também passou a investir no ambiente digital, buscando novas formas de conexão com o público.

Ancestralidade e identidade nas ecojoias
A artesã Val França, que atua há mais de uma década no segmento, também levou ao evento peças inspiradas na natureza e nas raízes culturais amazônicas.
Seu trabalho utiliza sementes, fibras e madeiras da região, transformadas em acessórios que refletem a fauna, a flora e a ancestralidade dos povos da Amazônia.
“Quando eu crio uma peça, estou trazendo um pouco da minha cultura, da minha história e da minha ancestralidade”, explicou.
Entre as coleções apresentadas está a “DNA da Amazônia”, que incorpora elementos simbólicos e referências visuais de povos indígenas, como o grafismo tradicional e cores inspiradas na natureza e em manifestações culturais.
As peças também dialogam com elementos do cotidiano amazônico, como o sol, os rios e a biodiversidade, reforçando a identidade regional.
Artesanato como expressão cultural e desenvolvimento
A presença das artesãs no evento reforça o papel do artesanato como vetor de geração de renda e valorização cultural.
Além de divulgar seus produtos, as participantes também aproveitam o espaço para ampliar redes de contato, acessar novos mercados e fortalecer a visibilidade do trabalho amazônico.
Ao integrar o artesanato à programação, o evento amplia seu alcance para além do setor energético, evidenciando a diversidade de atividades que compõem a economia do estado.
Mais do que produtos, as peças apresentadas carregam histórias, saberes tradicionais e a identidade de um território que busca se desenvolver sem perder suas raízes.

