Mineração BBX aposta em terras raras no sul do Amazonas e projeta operação em Apuí

A pauta da mineração estratégica ganhou destaque no Amazonas Óleo, Gás e Energia 2026 com a participação da Mineração BBX, empresa ligada ao grupo australiano Brazilian Critical Minerals, que avança na exploração de terras raras no município de Apuí, no sul do estado.

Presente no evento, a representante administrativa Marivani Silva destacou o potencial da região e o estágio atual do projeto, que pode colocar o Amazonas no mapa global de minerais essenciais para a tecnologia.

O que são terras raras e por que são estratégicas

As chamadas terras raras correspondem a um grupo de 17 elementos químicos da tabela periódica considerados fundamentais para a indústria moderna. Esses minerais são amplamente utilizados na fabricação de tecnologias de ponta, estando presentes em produtos e sistemas como smartphones, turbinas eólicas, carros elétricos, além de diversos equipamentos eletrônicos e até aplicações no setor militar.

Entre os elementos mais valorizados desse grupo estão o neodímio, o praseodímio, o disprósio e o térbio, que desempenham papel estratégico no avanço tecnológico global. Eles são essenciais especialmente para a transição energética e para o fortalecimento da economia digital, já que permitem o desenvolvimento de soluções mais eficientes, sustentáveis e inovadoras em diferentes setores da indústria.

Projeto em Apuí aguarda licença ambiental para início da exploração

A atuação da empresa no Amazonas não é recente. Segundo a representante, a companhia, que internacionalmente opera como Brazilian Critical Minerals, empresa de capital aberto, e no Brasil atua por meio da Mineração BBX, está presente no município de Apuí há cerca de 12 anos, realizando pesquisas minerais.

Nos últimos três anos, os estudos identificaram uma jazida significativa de terras raras, o que levou ao avanço das etapas técnicas do projeto. Atualmente, o empreendimento está na fase do Plano de Controle Ambiental (PCA), já protocolado junto aos órgãos competentes, e aguarda a emissão da licença ambiental necessária para dar início à implantação e, posteriormente, à exploração da mina.

“Já apresentamos o plano de controle ambiental e estamos aguardando a liberação dos órgãos competentes para iniciar a implantação do projeto”, explicou a representante.

Alto potencial e interesse internacional

Os testes realizados indicam um diferencial importante: a alta pureza dos minerais encontrados na região, fator que aumenta o valor estratégico da jazida no mercado internacional.

“A pureza identificada é muito alta em comparação a outras ocorrências, inclusive no Brasil”, destacou Marivani.

A previsão é que a operação entre em funcionamento a partir de 2027, caso as etapas de licenciamento e implantação avancem conforme o planejado, com expectativa de atrair investimentos estrangeiros e impulsionar a economia local.

Desenvolvimento econômico e desafios ambientais

A exploração de terras raras representa uma oportunidade relevante para o desenvolvimento econômico do interior do Amazonas, especialmente em municípios como Apuí.

Por outro lado, o avanço da mineração exige atenção rigorosa às questões ambientais, especialmente em uma região sensível como a Amazônia. Nesse contexto, o cumprimento das exigências legais e o monitoramento ambiental serão determinantes para a viabilidade do projeto.

Amazônia no centro da transição energética

Com a crescente demanda global por minerais estratégicos, o projeto da Mineração BBX reforça o papel da Amazônia não apenas como reserva ambiental, mas também como protagonista na nova economia baseada em tecnologia e energia limpa.

A participação da empresa no evento evidencia como o setor mineral está diretamente conectado ao futuro energético e tecnológico do país.

Texto e foto: Beatriz Costa

Post Author: Beatriz Costa

Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. Pós-graduação em Publicidade, Propaganda e Mídias Sociais. Editora-chefe do Portal Agro Floresta Amazônia / Revista Agro Floresta Brasil

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