Cerca de 90% dos casos de câncer de mama diagnosticados no início têm cura.
O câncer e mama é o crescimento descontrolado de células da mama que adquiriram características anormais, células dos lobos, células produtoras deleite, ou dos ductos, por onde é drenado o leite, anormalidades estas causadas por uma ou mais mutações no material genético da célula.
Cerca de 90% dos casos de câncer de mama diagnosticados no início têm chance de cura. Para aumentar a possibilidade de um diagnóstico precoce do câncer de mama, você precisa consultar um ginecologista, fazer mamografia e fazer o autoexame periodicamente.
O câncer continua a ser uma das principais causas de morte no mundo e a sua incidência está aumentando a cada ano, por fatores como hábitos de vida, poluição e envelhecimento da população, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
Nosso depoimento de hoje sobre o câncer de mama é da guerreira que venceu tudo isso, Cláudia Reston, que mora em Alegrete.
“…Eu sou professora de língua inglesa há 28 anos e tive câncer de mama em 2011. Sempre fazia meus exames de rotina, mamografia e ecografia, naquele ano em janeiro fiz normalmente meus exames e deu tudo normal. Em março eu me fiz o exame de toque e senti uma bolinha bem pequenininha, estava no início, inclusive meu irmão e minha prima são médicos e me questionaram o exame, eu falei pra ele que tinha feito e estava tudo normal. Fui para Santa Maria consultar com um mastologista e descobrimos que era um câncer de mama, mas graças a Deus estava tudo no início, então fiz a cirurgia o mais rápido possível e comecei meu tratamento, tive muito apoio de minha família e principalmente do meu marido Rui Dutra, do meu filho que também é médico. Os primeiros dias não foram fáceis, até eu assimilar que daria tudo certo e eu venceria ele.
A primeira vista foi bem difícil, mas depois com o tratamento e o apoio dos meus familiares ficou tudo bem melhor. Em primeiro lugar temos que ser muito fortes, acreditar que tudo vai dar certo, e encarei o tratamento com meu marido sempre do meu lado e o meu filho também. Uma coisa muito importante é esse apoio da família e dos amigos.
Eu só fiquei mal nos primeiros dias depois das quimioterapias, mas me cuidei muito, tive muita força de vontade, rezei bastante e não fiquei deprimida, pois é muito importante não nos deprimirmos, porque se tivermos depressão ela só vai atrapalhar o tratamento. Temos que estar com nossa imunidade bem alta. Fiz 6 sessões de quimioterapia e mais 28 de radioterapia, fiquei em torno de 1 ano e 8 meses só em tratamento e nesse meio tempo eu não pude trabalhar. O médico me disse naquele momento, que eu tinha que cuidar só de mim e o resto ficaria pra depois. Eu só procurava ouvir coisas positivas das pessoas que eu conversava. Eu tinha certeza que ia me curar, porque o médico disse que o meu câncer estava no início e que eu iria ficar bem.
Hoje estou muito bem, sigo fazendo meus exames de rotina e procurando me cuidar e ter boa saúde. Eu digo que temos que ter em primeiro lugar a fé em Deus, muita força e seguir em frente. Depois de tudo isso que passei ficaram só coisas positivas. Hoje eu penso em ser uma pessoa melhor a cada dia que passa, minha família foi importantíssima no meu tratamento, precisamos ter as pessoas amigas do nosso lado nessa hora, aquelas pessoas que nos amam e conseguem nos colocar pra cima…”

