Série “Mulheres que venceram o câncer de mama”

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, depois do câncer de pele.

 

Existem vários tipos de câncer de mama. A doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos desenvolvem-se rapidamente, outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a características próprias de cada tumor. O câncer de mama também pode dar em homens, mas é raro.

Alguns sintomas do câncer de mama

-Nódulo fixo e geralmente indolor

-Alterações no bico do peito

-Pele da mama avermelhada ou parecida com uma casca de laranja

-Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço

– saída espontânea de líquido pelos mamilos.

 

Vamos conhecer a história de Cibele Serpa Chaiben que conseguiu vencer o câncer de mama. Mulher guerreira, de coragem e venceu toda a doença com muita calma, positividade e tirando lições de vida.

 

Como era sua rotina antes do câncer? Como foi seu tratamento, o que sentiu nesse período, como lidou com tudo isso?

A minha rotina antes do câncer era normal, trabalho, academia, sempre tive uma vida com muitos eventos. O que eu senti que mudou na minha vida antes de saber que estava com câncer, foi o cansaço. Eu ia todos os dias na academia, comecei a me sentir muito cansada, com preguiça, isso chamou a minha atenção, o cansaço foi o meu alerta, mudou a minha vida, pois caminhava duas quadras e já cansava.

 

Como descobriu que estava com câncer de mama?

Em 2013 eu retirei um nódulo, ele era benigno, então comecei a fazer o acompanhamento a cada 6 meses. Quando passou 5 meses que eu tinha feito o exame, a ecografia mamária e a mamografia e o cansaço tomou conta de mim e eu senti o nódulo apalpando. Era um nódulo que doía, comentei com algumas amigas, elas disseram que geralmente quando doía seria benigno. Mas eu fiquei uma semana naquela dúvida e resolvi procurar um médico. Fiz a eco mamária e o médico disse que deveria ser investigado o nódulo, pois o nódulo maligno é bem disforme e o benigno bem redondo. Fui pra Porto Alegre, fiz a biopsia e veio o resultado, ele era maligno e um tipo bem agressivo de câncer que deixa metástases, quando o câncer se dissemina além do local onde começou, para outras partes do corpo. A primeira coisa que fiz foi retirar a mama, fiz uma mastectomia da mama esquerda, coloquei um expansor e depois de 1 mês comecei as quimioterapias (fiz 4 quimio) e 8 injeções a cada 21 dias. Mas foi bem tranquilo o tratamento, não senti nada, nunca fiquei deprimida, nem chateada, segui a minha vida normalmente. Só fiquei enjoada uns 3 dias, sempre com alguns cuidados é claro, não podia pegar sol, mas tudo muito tranquilo. Me deu mais força e vontade de fazer mais coisas, na qual eu não tinha vontade de fazer. Pra mim foi uma lição de vida, sou bem melhor do que eu era antes, porque a doença nos ensina muita coisa, a valorizar as coisas simples por exemplo.

Pessoas se aproximaram de ti abordando esse assunto, alguns assuntos poderiam ser evitados?

As pessoas vinham e veem falar comigo sobre o câncer, eu sempre lidei com tudo normalmente e penso que ajudei muitas pessoas, por causa da minha experiência. Queriam saber como tinha acontecido, qual a minha reação, a gente acaba ensinando até como atar um lenço na cabeça, a minha peruca está sempre emprestada.

 

Qual mensagem você deixa para todas as mulheres sobre o câncer de mama?

A gente tem que estar sempre se cuidando, acho que prevenção é tudo, no meu caso foi bem importante, porque consegui ver cedo. É importante estar com os exames em dia, temos que nos apalpar e não deixar para depois. Temos que fazer a prevenção não apenas no mês do outubro rosa. Quero dizer que o câncer me ensinou muito, aprendi muita coisa, me sinto uma pessoa melhor, estamos nessa vida para viver cada minuto, temos que aprender a não reclamar de tudo, se Deus mandou isso pra gente é para melhorarmos como pessoa, estamos aqui para aprender todos os dias e o câncer não é uma sentença de morte, temos que tirar isso da cabeça. Quando ouvimos o diagnóstico já pensamos que vamos morrer, eu nunca pensei isso e sim pensei que deveria me tratar. Não podemos nos entregar e essa doença acaba deixando a gente mais forte, aparece uma força para lutarmos, para vivermos, aproveitar a vida, viajar, passear, estar com os amigos, curtir a família é isso que temos que aprender. O ser humano reclama demais, se prende às vezes em uns detalhes que não vão fazer a diferença. Devemos aproveitar cada minuto porque eles não vão voltar mais.

Márcia Ximenes Nunes

Post Author: Márcia Ximenes Nunes

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