O Conselho Editorial do Senado Federal e o Acervo PhotoAmazonica lançam, durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), o livro “30 Anos de Floresta: a Amazônia na fotografia e diários de bordo de Leonide Principe”, obra que reúne três décadas de registros da maior floresta tropical do mundo. O lançamento ocorre em duas datas e espaços distintos na conferência:
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15 de novembro, às 12h, no estande da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), na Zona Verde;
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18 de novembro, às 16h, no estande do Tribunal de Contas da União (TCU), na Zona Azul.
A iniciativa integra a Coleção COP30, conjunto de publicações do Senado Federal voltadas a ampliar o debate sobre mudanças climáticas e questões socioambientais, aproveitando o cenário singular da primeira COP realizada no coração da Amazônia.
“Amazônias”: diversidade revelada pela lente de Leonide Principe
Para o presidente do Conselho Editorial do Senado, senador Randolfe Rodrigues, o ambiente da COP30 é o lugar ideal para apresentar uma obra que traduz, em imagens e relatos, a complexidade da região.
“Escolhemos lançar este livro na conferência porque ele revela a beleza e a força da Amazônia por meio de um olhar sensível, construído ao longo de 30 anos. A obra valoriza não apenas a biodiversidade, mas também a memória ambiental da região”, afirma o senador.
Randolfe destaca que o trabalho de Leonide Principe evidencia tanto a imponência do rio Amazonas quanto aspectos singulares da floresta, onde grandes cursos d’água nascem em áreas do Acre e Amazonas. Registros marcantes, como a Orla de Macapá e a Pedra do Guindaste, em São José de Macapá, reforçam a ideia de que não existe uma única Amazônia.
“Não se pode falar em Amazônia no singular. São ‘Amazônias’, no plural, pois representam o maior aquífero do planeta, a maior floresta tropical e o maior berço de espécies existente. Nada revela melhor essa diversidade do que a fotografia”, acrescenta.
A obra, bilíngue em português e francês, também celebra a conexão histórica e geográfica entre América e Europa, especialmente no Amapá, região onde fronteiras brasileiras e europeias se encontram.
Uma obra monumental sobre a sociobiodiversidade amazônica
“30 anos de floresta” é considerada a magnum opus de Leonide Principe, fotógrafo ítalo-francês que dedicou três décadas à documentação da Amazônia. Seu acervo reúne mais de 100 mil imagens, compondo um dos mais amplos registros fotográficos contemporâneos da região.
O livro transcende o caráter artístico: funciona como documento histórico, científico e cultural sobre a floresta, suas populações, sua biodiversidade e seus fenômenos ambientais.
Lançá-lo durante a COP30 permite que chefes de Estado, pesquisadores, delegações internacionais, organizações ambientais e imprensa estrangeira tenham acesso a uma visão qualificada e profunda da Amazônia, muito além das manchetes e narrativas reducionistas.

