A E-changer é uma associação suíça que a 60 anos atua no apoio a organizações e movimentos sociais de diversos países que lutam pela melhoria das condições de vida dos mais desfavorecidos em seus países, através do respeito aos direitos fundamentais e ao meio ambiente. Seu principal compromisso é com a possibilidade de um mundo mais unido e com a redução das desigualdades, buscando promover os direitos dos grupos marginalizados e vulnerável e na segurança alimentar.
Visita da E-changer ao Brasil
Buscando expressar assim solidariedade à sociedade civil brasileira, a E-changer enviou uma delegação de colaboradores até as cidades de São Paulo e Manaus, para reuniões com lideranças de movimentos sociais e organizações parceiras, visando entrar em contato com a realidade brasileira e desenvolver novas estratégias de colaboração com as entidades do país.
Parceria com a Secoya
Atuando a mais de 25 anos em parceria com a Secoya (Associação Serviço e Cooperação com o Povo Yanomami), a E-changer é um dos principais apoiadores das atividades desenvolvidas pela associação em terras Yanomami, com cooperatrizes nas áreas da Educação em Saúde e da Comunicação Social.
Agenda no Amazonas
Entre os dias 14 e 18 de novembro, a delegação da E-changer esteve na cidade de Manaus, reunindo-se com lideranças indígenas visando tomar ciência das lutas travadas na atual conjuntura política do País. Em terras manauaras a delegação foi recebida por entidades parceiras da Secoya, como a Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMARN), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), o Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (SARES), além de uma visita ao primeiro bairro indígena de Manaus: o parque das Tribos.
Reunião com a Secoya
No primeiro dia da visita, a delegação da E-changer se reuniu com a equipe da Secoya, onde houve uma apresentação dos trabalhos desenvolvidos nos últimos anos, onde a Secoya ofereceu melhorias e avanços junto ao povo Yanomami do Estado, através dos programas de Educação em Saúde, Educação Diferenciada e Capacitação Política.
O Coordenador Geral da associação, Silvio Cavuscens, também apresentou as problemáticas enfrentadas pela Secoya na execução dos projetos e dissertou sobre as melhorias necessárias para os trabalhos avançarem ainda mais, tanto em campo, nos xaponos, quanto na atmosfera política e social.
Visita a AMARN
Em visita à AMARN (Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro), , a delegação pôde ouvir a história de superação das mulheres que, em grande parte, deixaram muito cedo suas famílias para irem até Manaus, onde se tornaram empregadas domésticas, em condições de trabalho muito precárias, porém que hoje construíram juntas um espaço para reuniões onde trabalham a coletividade e o apoio mútuo. Na AMARN, as mulheres buscam a geração de renda e uma melhor qualidade de vida, assim como dar a oportunidade às mulheres indígenas de obterem uma formação sociopolítica.
Durante a visita, a delegação da E-changer foi apresentada ao artesanato, às danças, músicas e comidas típicas que fazem parte das culturas das mulheres que atuam na associação.
Reunião com a COIAB
“Sem nossos territórios não temos como lutar por saúde, comida, moradia ou educação. Nosso território é tudo”, disse Alcebias Constantino.
Marciely Tupari destacou a atuação dos Jovens Comunicadores. “A gente vem atuando, não só na assessoria jurídica para que os parentes consigam estar incidindo dentro dos tribunais por seus direitos, mas também apoiando brigadas indígenas, formações e denúncias por meio dos jovens comunicadores”, afirmou.
Parque das tribos
Em visita ao Parque das Tribos, a delegação pôde entender a história de luta e superação do primeiro bairro indígena do Amazonas, através dos relatos de suas lideranças que sofreram por muitos anos com abusos e violências por parte das autoridades da cidade de Manaus, que por muitos anos tentou desapropriar os indígenas da região. Durante a recepção, os membros da delegação puderam presenciar a relação de cuidado e parceria dos moradores, que encontraram na união uma forma de resistência para buscarem os seus direitos. Reconhecido como bairro em 2014, o Parque das Tribos hoje abriga cerca de 2.500 indígenas de cerca de 30 etnias diferentes, e liderados pela cacica Lutana Kokama, eles são uma das principais referências na luta pela causa indígena do Amazonas.
Reunião com o SARES
No último dia, a delegação foi presença marcada na sede da SARES (Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental), uma organização vinculada às missões Jesuítas no Amazonas. O encontro foi repleto de trocas de conhecimento entre os colaboradores da E-changer e as lideranças de diversos projetos sociais apoiados pela instituição, em diversas regiões do Brasil).
Agradecimentos
É com profunda gratidão e admiração pelo trabalho feito pela E-changer, que toda a equipe da Secoya se coloca sempre à disposição de futuras recepções em terras amazonenses. Gratidão também aos parceiros que receberam nossos colegas e se dispuseram a explicar a realidade de quem luta em movimentos sociais no estado: Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMARN), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), o Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (SARES) e às lideranças do Parque das Tribos.
De toda a equipe da Secoya, nosso muito obrigado!
*com informações da assessoria

