Os gaiteiros antigamente aprendiam a tocar gaita de ouvido, não tinham professores e muito menos partituras, tocaram muito nos galpões de estância, em bailes na campanha que eram feitos sempre na casa de alguém e na cidade.
Tocavam gaita de botão de 8 baixos, o mais famoso gaiteiro foi o tio Bilia e com a gaita piano se popularizou Pedro Raymundo.
A GAITA DE BOTÃO é um instrumento musical similar ao acordeom que possui botões no lugar de teclas, sendo por essa razão também conhecida como gaita de botão, gaita botoneira, gaita de 8 baixos, 8 soco, gaita diatônica, gaita de voz trocada, gaita de duas conversas, gaita de duas rilheiras, fole de 8 baixos, pé-de-bode, etc.
É um instrumento de difícil execução e ameaçado de extinção pela falta de artistas que o utilizem.
A GAITA PIANO, acordeão ou acordeon, no Brasil também chamado popularmente de sanfona e gaita, é um instrumento musical aerofone de origem alemã, composto por um fole, palhetas livres e duas caixas harmônicas de madeira, sendo um instrumento de teclas.
TIO BILIA
Antônio Soares de Oliveira, o tio Bilia, natural de Santo Ângelo, 5.8.1906 a 19.8.1981, foi um compositor brasileiro conhecido como “Rei da 8 baixos”. Autodidata, começou a tocar aos 10 anos de idade, no interior do atual município de Entre-Ijuis, aprendeu a dedilhar o instrumento sozinho, ouvindo outros gaiteiros.
Em Santo Ângelo no bairro Pippi tem uma escultura de 3 metros de altura em sua homenagem, ele foi uma das grandes raízes da tradição gaúcha.
PEDRO RAYMUNDO
Pedro Raymundo, nasceu em Imaruí – Rio de Janeiro, em 29.6.1906 a 9.7.1973, foi um acordionista, compositor e cantor regionalista brasileiro. Em evidência nas décadas de 1.940 e 1.950, principalmente com a música “Adeus, Mariana”.
Iniciou-se com música gauchesca e, mudou-se para o Rio de Janeiro, ficou conhecido como o “gaúcho alegre do rádio”, por sempre se apresentar pilchado (com a roupa característica do gaúcho), acabou inspirando Luiz Gonzaga a se apresentar com a roupagem características dos vaqueiros.
Algumas músicas suas:
– Adeus, Mariana – Xote – 1.943
– Adeus, moçada – Polca – 1.944
– Chico da roda – Chorinho – 1.947
– Escadaria – Choro – 1.944
– Mágoas de amor – Tango – 1.945
– Na casa do Zé Bedeu – Polquinha – 1.947
– Oriental – Baião – 1.954
E muitas outras músicas belíssimas.
ADEUS, MARIANA
“…Nasci lá na cidade, me casei na serra
com a minha Mariana, moça lá de fora
um dia estranhei o carinho dela
disse: “Adeus, Mariana”, que já vou embora.
Escritora

