Rio de Janeiro e Resende (RJ) – O Comando Militar do Leste (CML), por meio da 1ª Divisão de Exército (1ª DE), empregou mais de 1.800 militares durante a Operação Membeca 2025, realizada no período de 3 a 14 de novembro, executando as simulações construtiva e viva.
Considerado o maior exercício conduzido pelo CML, o adestramento teve como objetivo aprimorar a capacidade operacional das tropas do Exército Brasileiro em diferentes situações de combate, no contexto de defesa externa.
Realizada anualmente, a Operação Membeca é um exercício de adestramento avançado que simula operações de guerra, envolvendo o emprego de viaturas blindadas, aeronaves, sistemas de defesa cibernética, aparatos de simulação de combate e modernos equipamentos de comando e controle, além do suporte logístico necessário às tropas em campanha.
A operação teve início no último dia 3 de novembro, quando o Comandante Militar do Leste, General de Exército Kleber Nunes de Vasconcellos, na função de Comandante Operacional no Exercício, emitiu sua Ordem de Operações à Força Terrestre Componente (FTC) que no quadro tático da atividade de adestramento é representada pelas tropas da 1ª Divisão de Exército.
Na sequência, entre os dias 4 e 6 de novembro, a 1ª Divisão de Exército iniciou a coordenação tática na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), localizada na Vila Militar, na cidade do Rio de Janeiro. Sob o comando do General de Divisão Fabiano Lima de Carvalho, foram transmitidas as ordens no nível tático, desde a FTC, definindo as missões das brigadas e unidades subordinadas. Essa etapa consolidou a integração entre os diversos escalões e reforçou o preparo e a prontidão das tropas.

Esse adestramento avançado foi conduzido pelo CML, seguindo as orientações do General Exército Vasconcellos, Comandante Militar do Leste e teve como diretor geral do exercício o Chefe do Centro de Coordenação de Operações do CML, o General de Brigada Veiga Cabral.
Destaca-se a atuação da 1ª Divisão de Exército, comandada pelo General de Divisão Fabiano, que mobilizou todos os seus quadros e meios de emprego militar variados, realizando a maior operação militar do CML, no ano de 2025.
Durante a primeira parte do exercício, foi realizado, também entre os dias 7 e 10 de novembro, o deslocamento de mais de 200 viaturas, das quais 20 mecanizadas e 24 obuseiros, e dos 1.800 militares, desde suas guarnições de origem até o Campo de Instrução da AMAN. A concentração estratégica das unidades em pontos-chave do terreno marcou o início das ações práticas, estruturando os meios que seriam empregados no adestramento. A instalação dos postos de comando simbolizou a conclusão da fase inicial da operação, proporcionando a capacidade de Comando e Controle da tropa empregada.

Entre os equipamentos utilizados, destacaram-se as viaturas blindadas Guarani, Cascavel e Lince, além dos helicópteros HM-4 Jaguar e HM-1 Pantera, pertencentes ao Comando de Aviação do Exército. Todas as funções de combate da Doutrina Militar Terrestre foram integradas, com o emprego de modernos sistemas de Comando e Controle, Comunicações e Informática (C3I), além de recursos de Inteligência, Vigilância, Reconhecimento e Aquisição de Alvos (IVRA).
O exercício também envolve o uso de plataformas de tiro direto e indireto, incluindo metralhadoras, canhões, obuses e morteiros, que dispararam munições de 5,56 mm, 7,62 mm, 90 mm, 105 mm e 155 mm, simulando condições reais de combate e consolidando o elevado nível de adestramento das tropas participantes.

