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11 OUT
O chimarrão ou mate é o símbolo da hospitalidade dos gaúchos, mas temos expressões que fazem comparação com a bebida
“Chupo mais um pro estrivo
e campo a fora me largo,
levando teu gosto amargo.
Gravado em todo o meu ser.
E um dia quando eu morrer,
Deus me conceda essa graça.
De expirar entre a fumaça
do meu chimarrão amigo,
assim irei ungido, com a água benta da raça.”
(Jaime Caetano Braun)
O Estado gaúcho é conhecido pela sua hospitalidade e identidade própria, são vários os usos e costumes desse povo. A tradição está presente no dia a dia de todos, tanto na forma de falar, se expressar ou tomar chimarrão.
Essa bebida agrega todos em uma roda, onde a cuia vai passando de mão em mão, também é muito bom matear solito com nossos pensamentos. Afinal, o importante nessa vida é mantermos nossa fé, sermos solidários e procurar ter um rosto alegre todos os dias, e o resto, a gente conquista.
Conheça algumas expressões que os gaúchos usam fazendo uma comparação sobre o mate bem gaudério.
– Andar como mate apertado (em dificuldade)
– Esquentar água para os outros matearem (tolo)
– A vida é como o mate, cura cevando (é viver do que se aprende)
– Fulano anda tomando mate com rapadura (feliz, alegre)
– Fulano anda tomando mate de sol (sem dinheiro, mal de vida)
– Não tem nem pra erva-mate (anda sem dinheiro)
– Anda com cara de mate fervido (sem graça, triste)
o- Fulano é um peito de chaleira (exibido)
– Fulano é bom como mate de cinza (bondoso, serviçal)
– Fulano anda de carijo aceso (anda de namoro)
– Não fico verde, porque já sou maduro (de tanto tomar mate)