O algodão é uma fibra branca que cresce em volta das sementes de algumas espécies do gênero Gossypium. Há muitas espécies nativas das áreas tropicais da África, Ásia e Américas, e desde o final da última Era glacial, tecidos já eram confeccionados com o algodão.
As fibras são colhidas manualmente ou com a ajuda de máquinas, sendo que a coleta manual faz um produto mais livre de impurezas.
As fibras sempre contêm pequenas sementes negras e triangulares que precisam ser extraídas antes do processamento delas. Essas sementes ainda são aproveitadas na obtenção de um óleo comestível.
O maior produtor mundial de algodão é a China, seguido da Índia. Em 2.018 o Brasil produziu 4,9 milhões de toneladas de algodão, sendo o 4º maior produtor do mundo. Os estados que mais produzem são o Mato Grosso e a Bahia, seguidos por Minas Gerais e Goiás.
O algodão foi o 19º produto mais importante da pauta de exportações do nosso país em 2.019.
Tudo se aproveita do algodão, até o caroço é usado para alimentar o gado. Dele também vem o óleo que é rico em vitamina E, usado na medicina e até na fabricação de explosivos.
A flor amarela do algodoeiro é muito parecida com a de um hibisco.
A palavra algodão vem do árabe, que significa “o cotão”. O primeiro povo a fabricar tecidos e papéis utilizando essa fibra foram os árabes.
Quando os primeiros europeus chegaram ao Brasil, há relatos de que já havia índias cultivando a planta e a transformando em fios e tecidos rudimentares. Mas foi em 1.750, no nordeste do Brasil, que começou a exploração comercial dessa cultura, na qual o Brasil chegou a ser um dos maiores produtores e exportadores de algodão do mundo.
Onde usamos o algodão?
A pluma é destinada quase que em sua totalidade à indústria têxtil, no preparo de saladas, maioneses e molhos, ele também é o responsável por deixar a batata frita ou qualquer fritura mais constante. Seu óleo vira ingrediente de margarina, biscoitos, remédios e o seu farelo e caroço serve de ração para os animais.
Encontramos também variedades de algodão naturalmente coloridos, nas cores, bege, caqui, marrom, azul e rosa. Essas tonalidades variam principalmente da região em que ele é plantado. No Brasil os cultivares de algodão coloridos foram obtidos por melhoramento genético, com seleção de plantas e hibridação.
Entre os principais benefícios da fibra naturalmente colorida é que ela não desbota e dispensa o uso de corantes, sem contar que ajuda o meio ambiente, sem a fase do tingimento evita-se a poluição dos rios.
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