Os Sambaquis são um tipo de sítio arqueológico. Em Joinville existem 41 Sambaquis, sempre em forma de monte, podendo chegar a 30 metros de altura.
Em 1972 foi criado o Museu de Sambaqui de Joinville com intuito de comunicar, guardar e pesquisar esses sítios arqueológicos tão importantes para o Brasil, além de contar a história desse povo que viveu há 5.000 atrás nesta região.
A pesquisadora Maria Dulce Gaspar (2009, p.41 apud ULGUIM, 2019, p.204) fala que Sambaqui vem de uma palavra de etimologia Tupi, língua que era falada pelos horticultores e ceramistas que ocupavam parte significativa da América do Sul e que estavam na costa brasileira quando os europeus iniciaram a colonização. Tamba significa conchas e ki amontoado, ou seja, amontoado de conchas, que são as características mais marcantes desse tipo de sítio.

Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville – SECULT.UPM.MAS é uma unidade da Secretaria de Cultura e Turismo – SECULT, do Município de Joinville (SC), responsável por atuar na preservação do patrimônio arqueológico brasileiro e na produção de conhecimento sobre povos construtores de sambaquis, que viveram na região há mais de 5 mil anos. Seu acervo possui cerca de 45 mil artefatos que evidenciam a cultura e o estilo de vida do povo sambaquiano.
Localizado na cidade de Joinville, no estado brasileiro de Santa Catarina. É um espaço de memória e de produção de conhecimento sobre as primeiras populações que se distribuíram pela América do Sul, os pescadores-caçadores-coletores, onde o visitante entra em contato com o modo de vida e a cultura desses grupos que se distribuíram pela América do Sul, migrando e ocupando diversas regiões do atual território brasileiro.
Os sambaquis são sítios arqueológicos e, como tais, são considerados patrimônio nacional e protegidos pela Lei Federal nº 3.924/1961.[4] Eles são “testemunhos da ocupação de caçadores-coletores”, que ocuparam a região costeira do que hoje conhecemos como Brasil.
É uma elevação construída com restos de animais (conchas, ossos de peixes, aves, mamíferos e répteis), dispostos junto com esqueletos humanos, restos de fogueiras e, eventualmente, evidências de habitação. Os sepultamentos humanos geralmente são cobertos com conchas para que o material calcário preserve o que foi ali deixado. Há ainda estatuetas que geralmente reproduzem animais e cujo acabamento indica aprimorado sentido estético de quem as fez. A semelhança entre estas estatuetas encontradas em sítios distantes (chamadas de zoólitos) sugerem que estes grupos trocavam informações entre si. Artefatos utilizados para pescar, caçar e preparar alimentos e corantes também aparecem nos sítios que variam de dimensão. Os maiores sambaquis, com mais de 30 metros de altura, estão em Santa Catarina, em locais estratégicos da costa brasileira, próximo a enseadas, desembocadura de rios ou canais, lagunas, restingas, manguezais e florestas. (MUSEU).