Nosso país está de aniversário hoje, parabéns Brasil!
Com a descoberta do Brasil pelos portugueses, em 22 de abril de 1.500, descobriram também milhões de quilômetros de terras férteis, solo riquíssimo, variedades de frutas, raízes, rios, ervas, árvores, madeiras e nossos índios.
Aqui nessas terras já viviam os indígenas, tinha poucos brancos e negros. Eles viviam longe da civilização, numa sociedade completamente inversa a dos portugueses, um lugar sem lei, cada um por si, viviam como podiam e não seguiam as regras convencionais.
Tivemos bandeirantes, tropeiros, sertanistas, portugueses, índios e jesuítas, todos esses homens e mulheres fizeram nossa história até hoje, responsáveis por desbravar todo o território brasileiro.
Desde o início da colonização as mulheres destacaram-se no nosso país. Vamos conhecer algumas dessas guerreiras, pouco lembradas, mas que sempre lutaram para o Brasil dar certo e pelo direito delas, dentro de uma sociedade onde prevaleciam os homens.
Algumas mulheres que deram sua contribuição para a formação do nosso país.
PARAGUAÇU – (1495-1583) Índia Tupinambá.
Era uma índia da tribo dos Tupinambás, filha do cacique Taparica, que deu o nome a Ilha de Itaparica. Sua vida mudou depois de conhecer o português Diogo Álvares Correia, o Caramuru. Em 1.528, o casal foi para a França, onde ela recebeu o batismo do catolicismo. Paraguaçu ajudou seu marido na tarefa de fundar a cidade de Salvador, onde abriu igrejas e protegeu conventos.
ANA PIMENTEL – (1.500- ?) Procuradora e administradora.
Ana Pimentel Henriques Maldonado, esposa de Martin Afonso de Sousa, era espanhola. Ana ficou em Lisboa e foi feita procuradora do marido, que estava em missão, e em relação aos negócios do Brasil.
Foi ela que decidiu a introdução do plantio da cana-de-açúcar em Cubatão e do gado na Capitania de São Vicente (SP). Também revogou a ordem do seu marido que proibia os colonos de não entrarem no campo de Piratininga.
CHICA DA SILVA – (1.732-1.796) Escrava alforriada.
O contratador João Fernandes, responsável pela compra e venda de diamantes, comprou Chica e os dois se apaixonaram. Para escândalo da sociedade, passam a viver juntos e a liberta. Tornou-se uma senhora, poderosa e rica, não foi aceita pela sociedade, jamais entrou em certas igrejas e casas, mas foi uma guerreira que ficou muito rica.
MARIA QUITÉRIA – (1.792-1.853) Militar
Nasceu numa fazenda perto de Feira de Santana (BA) e aos 10 anos perdeu sua mãe e foi criada pelo pai. Quando começou o processo de Independência do Brasil, foram convocados todos os homens em idade de lutar. O pai dela não gostou quando a filha lhe pediu que autorizasse ela a se juntar ao regimento do príncipe Regente. Ela foge de casa e se transforma no soldado Medeiros, destacando-se no manejo de armas e se torna muito respeitada. Foi a primeira mulher a integrar as forças regulares no Brasil. Participou de várias batalhas contra as tropas portuguesas que não aceitavam a Independência do Brasil. Foi condecorada com a Ordem Imperial do Cruzeiro, pelo Imperador D.Pedro I.
ANITA GARIBALDI- (1.821-1.849) Líder militar
Anita Ribeiro de Jesus, conhecida como Anita Garibaldi, casou-se aos 14 anos, mas abandonou o marido, em 1.839 conheceu Giuseppe Garibaldi, um italiano, marinheiro, onde lutaram juntos na Revolução Farroupilha (RS). É uma heroína de guerra, sempre exaltada no Rio Grande do Sul, pois lutou pela República do Rio Grande.
MARIA TOMÁSIA LIMA – (1.826-1.902) Abolicionista
MARIA LEOPOLDINA DE ÁUSTRIA – (1.797- 1.826) – 1ª esposa do Imperador D.Pedro I e Imperatriz Consorte do Império do Brasil, Imperatriz do Novo Mundo.
PRINCESA ISABEL – (1.846-1.921) Princesa Imperial do Brasil, assinou a Lei Áurea.
ENEDINA ALVES MARQUES – (1.913-1.981) 1ª negra no Brasil a se formar como engenheira.
NARCISA AMÁLIA DE CAMPOS – (1.856-1.924) Jornalista e poeta, a 1ª jornalista profissional do Brasil.
Escritora

