O termo “motorhome”, originado na língua inglesa, pode ser dividido em duas partes, “motor” e “home”. A primeira parte é idêntica ao português e significa a mesma coisa, motor. Já a segunda parte do termo significa “lar”. Ou seja, trata-se de uma espécie de “lar motorizado”.
Muitas foram as viagens e as aventuras de viajar dentro de um lar pela estrada, histórias verdadeiras a serem contadas, amores que foram conhecer o mundo e até família formaram, amigos que saíram para ver jogos de futebol em outras cidades e pescarias inesquecíveis.
O primeiro modelo de motorhome no qual foi utilizado um motor à combustão foi um Ford adaptado de 1914, que se tornou o pai dos motorhomes.
O exemplar foi baseado em um chassi de Ford T estendido e equipado com uma carroceria de caravana fabricada pelo Duton of Reading. O veículo foi construído para um membro da família Bentall, fundadores da loja de departamento britânica que leva o mesmo nome.
Sabe-se que o primeiro dono do veículo o vendeu na década de 1920. Em alguma fase da sua existência o veículo foi abandonado, e só foi encontrado em Shepperton, cidade a 24 quilômetros de Londres, na década de 1970.
”Conta-se que coração da Alemanha de 1922, quando as ruas ainda se enchiam do som metálico das ferraduras e o ar cheirava a carvão e madeira queimada, uma família ousou sonhar diferente. Enquanto o mundo reconstruía suas esperanças após a Primeira Guerra, os Reinhardt, um casal e seus dois filhos, decidiram que o lar deles não teria endereço fixo, mas um horizonte como destino.
A ideia nasceu numa tarde fria, quando Friedrich Reinhardt, engenheiro e sonhador, observava as carruagens passarem pela janela da oficina. “E se pudéssemos levar nossa casa conosco?”, perguntou à esposa, Greta, uma mulher de alma livre e olhar sereno. Assim nasceu o projeto do Fahrbares Landhaus “a casa de campo sobre rodas”.
Durante meses, o barulho dos martelos ecoou no pequeno vilarejo. As mãos calejadas de Friedrich moldaram madeira, ferro e sonho. Greta costurou cortinas floridas e plantou pequenas flores nas janelas, enquanto as crianças brincavam de “dirigir o futuro”.
E numa manhã de primavera, o motor roncou pela primeira vez. As rodas começaram a girar, levantando o pó da estrada e as esperanças de uma nova vida. Eles cruzaram florestas, vilas e fronteiras, dormindo sob o mesmo teto, mas com paisagens que mudavam a cada amanhecer.
Dentro daquele motorhome, havia mais que luxo: havia liberdade. A pequena sala com estante de livros, a cozinha com utensílios de cobre, os três quartos de madeira polida e até um banheiro compacto, algo quase impensável para a época. Com pia de porcelana e reservatório d’água manual, era o símbolo máximo de conforto sobre rodas.
Enquanto muitos ainda sonhavam em ter luz elétrica, os Reinhardt já tinham algo muito mais raro: mobilidade e alma viajante.
Dizem que, ao entardecer, o reflexo do sol nas janelas do Fahrbares Landhaus fazia parecer que a própria estrada sorria para eles.”
Pós-Segunda Guerra Mundial: O motorhome se popularizou nos EUA, aproveitando tecnologias e veículos desenvolvidos durante a guerra e impulsionado por mudanças sociais e econômicas.
Anos 50 e 60: A “era de ouro” dos motorhomes nos EUA, com veículos mais sofisticados e confortáveis, beneficiada pelo crescimento das estradas interestaduais.
Anos 70 e 80: O conceito se tornou popular no Brasil, especialmente. A General Motors introduziu o icônico GMC Motorhome em 1973.
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