Moradia transitória – Lar Nova Esperança, lugar onde as crianças recebem amor, carinho e principalmente acolhimento, quando a vida ficou insuportável de se viver em “família”.

Lugar onde virou a morada de crianças e adolescentes que sofreram negligência, abandono e/ou agressões, físicas, psicológicas e sexuais dentro da sua própria família, onde eles deveriam ser amados

Família é muito mais que DNA, aquele grupo de pessoas com quem você se sente verdadeiramente em casa, onde você pode ficar à vontade, sendo você mesmo e não ter que se adequar às exigências absurdas, família é espírito.

É o nosso bem mais precioso, onde nossa história começa, ter um lugar para ir ou voltar, nosso lar, ame sua família e cuide dela. É o amor de Deus nos oferecendo um pouquinho do céu aqui na Terra.

Se as pessoas valorizassem mais o seu lar do que suas riquezas, o mundo seria um lugar bem melhor. A família não nasce pronta, constrói-se aos poucos e é o melhor laboratório do amor, onde aprendemos a amar, ter respeito, fé, solidariedade, companheirismo, gratidão e muitos outros sentimentos. Família é a coisa mais importante do mundo.

Em Alegrete existem duas modalidades de acolhimento: a institucional que é na Moradia Transitória coordenada pela Rosemara Damasceno Marques e o acolhimento comunitário que se dá através do Programa Família Acolhedora que foi instituído através Prefeitura Municipal do Alegrete na Secretaria de Promoção e Desenvolvimento Social dirigida pela secretária Iara Caferatti Gonçalves Fagundes, a partir da Lei Municipal 5999 do ano de 2018, hoje coordenado pela psicóloga Thaís Campos da Cunha Severo, visando acolher uma criança ou um grupo de irmãos por vez em um lar familiar, permitido que essa criança ou adolescente que está temporariamente afastado da família natural possa vivenciar um convívio familiar mesmo que não seja a sua família.

A moradia transitória é um lar com brinquedoteca, quartos de meninos e meninas, cozinha, salas e pátio, agora nessa época de pandemia estamos mais cuidadosos com as crianças que chegam, realizam testes de COVID-19.

É um lar de 0 a 18 anos, são crianças e adolescentes vítimas de todo o tipo de violência: psicológica, moral, sexual, física e abandono. Essas crianças são trazidas para a moradia transitória em duas modalidades: judicial ou emergencial pelo Conselho Tutelar.

Elas entram com ordem judicial, dormem aqui na moradia, ficam acolhidas, essa ordem judicial é para manter a segurança de todas elas, até o processo ser desenrolado, o próprio nome já diz ‘transitório”, é o tempo de um processo. Ficam na moradia, mas continuam em suas escolas, participam de projetos, de cursos na comunidade, tudo com um aparato judicial. Tudo isso sempre com a responsabilidade da moradia.

Nesse período de pandemia todas as atividades fora da moradia foram canceladas, somente as aulas on line. Hoje a moradia está com 2 modalidades de acolhimento: a institucional onde cada um tem o seu quarto, alimentação e coordenada pela prefeitura municipal, sobre a responsabilidade da assistência social e o outro acolhimento chama-se família acolhedora.

A família acolhedora passa por processos de captação, as pessoas que primeiramente passam pela assistência social com suas documentações, para fazerem suas inscrições para o programa.

Essa família vai passar por uma avaliação da equipe, onde vai explicar como funciona a família acolhedora. Juntam mais ou menos umas 10 famílias escolhidas e começam a capacitar essas famílias, junto com o judiciário e a promotoria, com palestras, tirando os medos e falando das necessidades, deixando as famílias bem seguras.

 

 

Depois dessa captação, dando tudo certo judicialmente, ficam aptas a receber a criança na família acolhedora. Sendo que cada família vai escolher um perfil de criança. Um dos registros da família acolhedora é que pessoas que possuam seus nomes em processos de adoção, não podem participar desse projeto. A criança passa a morar com a família até que seu processo seja resolvido, ela retornando para sua família de origem ou sendo adotada.

Todas famílias acolhedoras seguem sendo acompanhadas pela equipe técnica, tirando dúvidas, orientando, realizando mediações e capacitações continuadas para momentos de trocas de vivência e crescimento constante de conhecimento. As famílias acolhedoras que estão prestando o serviço de acolhimento recebem uma ajuda de custo no valor de um salário mínimo que serve para custear as despesas que o novo acolhido trará a família como por exemplo uma suba na conta de luz, e também para manutenção do próprio acolhido como por exemplo comprar remédios, roupas, materiais escolares etc.

 

A moradia possui parceiros como academias, cursos profissionalizantes, equoterapia e outros. Mas nesse momento de pandemia ele ficam mais dentro da moradia, olhando filmes, estudando, sempre com as educadoras auxiliando elas.

Mas de fato o que mais é necessário para ser uma família acolhedora é ter amor de sobra, amor e carinho o suficiente para abraçar uma criança, um adolescente que está passando por um momento definitivamente muito difícil e dolorido, cheio de incertezas e dúvidas, com muito medo, às vezes disfarçado de timidez outras vezes até de indiferença ou rebeldia. Porém, é inegável que o que mais precisam é de um abraço caloroso e compreensão. Faça a diferença na vida dessas crianças e adolescentes, eles são nossas sementes, nosso futuro, dê a eles um pouquinho de todo amor, carinho e dedicação que vocês têm guardado em seus corações. Todos nós podemos ajudar, sabemos de como é fácil julgar, mas que sejamos mais úteis na vida desses inocentes, não julgando seus pais, estado, instituição, governo e sociedade em si. Que sejamos mais AMOR, abra seus braços, abra seu coração!!!

Lá na moradia, estão sempre abertas as portas para doações de amor, carinho, alimentos e roupas tanto para a moradia como nas famílias acolhedoras.

 

 

Escritora

Márcia Ximenes Nunes

Post Author: Márcia Ximenes Nunes

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