A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, rebateu nesta segunda-feira (1º/7) as críticas sobre o aumento das queimadas na Amazônia e no Cerrado, afirmando que os focos de incêndio são resultado de ações criminosas e não de omissão do governo federal. Segundo Marina, o trabalho de fiscalização tem sido intensificado, mas a prática ilegal de atear fogo para abertura de áreas ainda persiste em algumas regiões.
“A responsabilidade por esses crimes é de quem pratica, e não do governo. Nosso papel é combater, e estamos fazendo isso com mais operações e recursos”, declarou a ministra durante coletiva em Brasília. Ela destacou que o governo federal dobrou o orçamento destinado ao combate ao desmatamento em comparação com anos anteriores e que equipes do Ibama e do ICMBio estão atuando em campo.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que junho registrou alta no número de focos de incêndio em relação ao mesmo período de 2024, principalmente no sul do Amazonas e em áreas do Cerrado, como no Tocantins e em Mato Grosso.
Marina Silva ressaltou que a maior parte das queimadas ocorre após o desmatamento, quando áreas são incendiadas para “limpeza” do terreno, prática comum e ilegal. Ela também lembrou que o governo lançou o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal e está ampliando a presença de órgãos de fiscalização em áreas críticas.
“Nossa prioridade é proteger a floresta e as populações que dependem dela. Estamos enfrentando um desafio histórico e não vamos recuar diante das pressões”, afirmou a ministra.
Fonte: Correio Brasiliense

