A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deve deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até abril de 2026 para participar das eleições do segundo semestre, segundo apurou o Poder360.
Embora a decisão de sair já esteja tomada, o destino político de Marina ainda não foi definido. Ela está em negociação com o PT, PSB e Psol para disputar uma vaga no Senado Federal pelo Estado de São Paulo.
Possível chapa com Fernando Haddad
O principal cenário discutido nos bastidores é uma chapa para o Senado que teria Marina Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ambos pelo PT, especialmente se ela se filiar à sigla. Esta combinação é vista como opção estratégica para fortalecer a composição eleitoral no maior colégio eleitoral do país.
No entanto, a candidatura de Haddad ainda está em aberto: ele também é considerado opção para disputar o cargo de governador de São Paulo, embora aliados do presidente Lula prefiram vê-lo disputando a vaga no Senado.
Desafios internos na Rede Sustentabilidade
A saída de Marina da Rede Sustentabilidade ainda não foi formalizada, mas tem ganhado força após desentendimentos com a direção do partido, liderada por Heloísa Helena, e mudanças no estatuto que dificultariam sua participação nas eleições. A nova regra interna requer, por exemplo, que candidatos tenham dois anos de mandato efetivo; Marina ficou licenciada durante parte do período por chefiar o Ministério do Meio Ambiente.
Negociações ainda em andamento
As conversas entre Marina e as legendas (especialmente com o PSB) continuam, mas ainda não há definição oficial sobre sua filiação ou o desenho final da chapa. A formação de alianças dependerá, entre outros fatores, das decisões sobre o futuro político de Haddad e das articulações pré-eleitorais para 2026.
Fonte: Poder 360

