A partir do dia 2 de março deste ano, entram em vigor as normas técnicas para a produção integrada de cebola, que trazem um conjunto de orientações técnicas e atualizadas, que, ao serem aplicadas integralmente pelo produtor, contribuem para o aprimoramento da gestão da propriedade, redução de custos e agregação de valor ao produto, melhorando a renda e diminuindo perdas e desperdícios.
As normas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) por meio da Instrução Normativa nº 18, do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
Caso o produtor queira aderir ao sistema de produção integrada, precisa cumprir todas as normas, como o uso racional de insumos e capacitação técnica da equipe, ter um responsável técnico e obter uma certificação do produto concedida por uma entidade credenciada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
O coordenador-geral de Sistemas Integrados de Produção Agrícola do Mapa, Marcus Vinícius Martins, ressalta que a publicação é importante para disseminar boas práticas agrícolas.
“A Norma Técnica Específica da Produção Integrada da Cebola é um conjunto de orientações que permitem auxiliar o produtor rural na produção de alimentos mais sustentáveis e saudáveis para o consumo humano”, destaca.
As normas técnicas para a produção integrada de cebola estão divididas em 16 tópicos, que são: Gestão da Propriedade; Gestão Ambiental; Organização de Produtores; Material Propagativo; Implantação da Cultura; Nutrição de Plantas; Manejo do Solo e da Cobertura Vegetal; Irrigação; Proteção Integrada da Planta; Colheita e Pós Colheita; Monitoramento de Resíduos; Legislação Trabalhista; Processo de Embalagem; Registro de Informações e Rastreabilidade; Certificação; e Assistência Técnica.
O texto do documento foi construído por meio de parceria entre Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina), Anace (Associação Nacional dos Produtores de Cebola), Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) e Instituto Federal Catarinense (IFC/Campus Rio Grande do Sul) e Embrapa Hortaliças.
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