Entre os destaques da noite esteve a Lenda Amazônica “Nhaçã-Heká – Macacos Comedores de Gente”, inspirada na tradição da Ilha do Bananal, no Tocantins, que impressionou pela grandiosidade da alegoria assinada por Geremias Pantoja. A Cunhã-Poranga Marciele Albuquerque protagonizou um dos momentos mais marcantes da apresentação, exaltando a força feminina e a ancestralidade indígena, enquanto o Pajé Erick Beltrão conduziu um ritual inspirado nos povos do Xingu, reforçando a espiritualidade e a resistência dos povos originários.
A Rainha do Folclore, Cleise Simas, chamou a atenção ao surgir descendo de um balão cenográfico em forma de estrela, enquanto a Figura Típica Regional homenageou As Farinheiras da Amazônia, valorizando o protagonismo feminino na preservação dos saberes tradicionais. A Porta-Estandarte Marcela Marialva e a Sinhazinha da Fazenda Valentina Cid também tiveram apresentações de destaque, em uma noite marcada por grandes alegorias, coreografias e pela participação das crianças da Escola de Arte, simbolizando a continuidade da tradição.
A Exaltação Cultural apresentou “O Auto do Boi Brasileiro”, reafirmando as origens do boi-bumbá e sua importância para a identidade cultural amazônica. Em um momento de emoção, o Caprichoso homenageou o poeta Chico da Silva com a interpretação da toada “Meu Amor é Caprichoso”. O encerramento ficou por conta do Ritual Indígena “Povo do Céu”, inspirado na cosmologia do povo Xikrin, com o Pajé surgindo em uma gigantesca estrutura em forma de aranha, em uma das cenas mais impactantes do festival.
Ao fim da apresentação, o presidente Rossy Amoêdo demonstrou confiança na conquista do título de 2026 e destacou o trabalho coletivo desenvolvido pelo Conselho de Arte, artistas, itens oficiais e equipes que construíram os três espetáculos do bumbá. “Foram três grandes atos em uma ordem crescente, que se encerraram hoje com essa energia e, se Deus quiser, com o título de campeão”, afirmou.
O diretor de arena Edwan Oliveira ressaltou que o projeto artístico buscou ampliar o olhar sobre a Amazônia até alcançar todo o Brasil, celebrando a cultura, a identidade e a diversidade da região Norte. Após três noites de apresentações marcadas pela valorização da ancestralidade e dos povos amazônicos, o Caprichoso encerrou sua participação no Festival de Parintins confiante em transformar o desempenho na arena em mais um título para a Nação Azul e Branca.

