Por Beatriz Costa
No coração verde da Amazônia nasceu uma cidade que carrega o som das águas e o perfume da floresta. Manaus, filha dos rios, herdeira da mata, morada de histórias que o tempo não apaga.
Entre o encontro majestoso do Negro e do Solimões, a vida floresceu como um poema em movimento, feito de coragem, fé e encantamento.
Fundada em 24 de outubro de 1669, sob o nome de Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro, Manaus ergueu-se primeiro como sentinela, depois como lar, e hoje como símbolo de resistência e beleza.
Da fortaleza à metrópole, o tempo moldou sua alma mestiça, indígena, cabocla, nordestina, amazônida, uma mistura que pulsa nas ruas, nas cores, nas vozes que ecoam dos mercados e feiras.
Manaus é o brilho dourado do Teatro Amazonas ao pôr do sol.
É o murmúrio do porto, o cheiro de tacacá na calçada, o calor que abraça mesmo quando o dia é cinza.
É a canoa que corta o rio, o olhar de quem vive entre a mata e o concreto, a fé que resiste nas procissões e nas praças.
Cidade das águas infinitas, dos sonhos que navegam, das mãos que constroem e dos corações que não desistem.
Manaus é o reflexo do Brasil profundo, onde o passado conversa com o futuro e onde cada amanhecer parece nascer do próprio rio.
Hoje, celebramos não apenas os anos de uma cidade, mas a força de um povo que aprendeu a viver com o ritmo da floresta e o compasso do progresso.
Manaus é memória viva, é canto, é recomeço.
E enquanto os rios seguirem encontrando um ao outro, Manaus continuará sendo o coração que faz pulsar a Amazônia.
Parabéns, Manaus! cidade das águas, das cores e das almas indomáveis.
Foto: Beatriz Costa

