Irmãos de Manicoré que ficaram perdidos na mata Amazônica recebem alta após 20 dias de internação

Após ficarem 20 dias internados no Hospital e Pronto-Socorro da Criança Zona Oeste, os irmãos Gleiçon Carvalho Ferreira, de 9 anos, e Glauco Carvalho Ferreira, 7, receberam alta da unidade de saúde nesta quarta-feira (6), às 10h.

 

As crianças deram entrada na unidade no dia 17 de março, após ficarem 27 dias perdidos na floresta em Manicoré (a 332 quilômetros da capital).

 

Após a transferência em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) aérea da SES-AM (Secretaria de Estado de Saúde), as crianças foram acompanhadas por equipe multidisciplinar durante todo o período em que permaneceram na unidade. De acordo com boletim médico, eles apresentaram condições clínicas para a alta hospitalar na terça-feira (5).

 

Ao reconhecer a dedicação da equipe de profissionais responsável por cuidar das crianças, o titular da SES-AM, Anoar Samad, ressaltou também o mérito dos próprios pacientes na recuperação.

 

“Quero agradecer aos médicos, profissionais de enfermagem, técnicos, nutricionistas, a todos que acompanharam essas crianças. Na verdade, a luta foi deles, o sucesso deve ser atribuído a eles. Chegou o dia da alta, e eles estão muito bem. É uma emoção muito grande para todos nós. Uma história que torcemos e nos esforçamos muito para ter esse final feliz”, enfatizou Samad.

 

O pediatra Eugênio Tavares, médico responsável pelo acompanhamento dos irmãos, destacou que o quadro de desnutrição vem sendo revertido.

 

O caçula, Glauco, foi internado com 12kg e saiu com 18,7kg. Já o irmão mais velho, Gleiçon, pesava 18kg quando deu entrada na unidade de saúde, e nesta quarta-feira deixou o hospital pesando 26kg.

“A dieta que a gente faz para eles é especial, diferente da nossa. São alimentos que já são semiprocessados, não em relação a conservantes, mas sim quebrados em partes menores para facilitar a absorção. Com isso eles conseguiram recuperar peso mais rapidamente”, detalhou o pediatra.

 

O médico informou que Glauco teve apresentou um quadro de insuficiência renal, mas já se recuperou; e que as infecções foram curadas e as lesões de pele estão em fase de cicatrização.

 

Acompanhamento – As crianças devem retornar para a comunidade indígena Palmeira, em Manicoré, onde moram, na próxima terça-feira (12). Após deixarem o HPS infantil da zona oeste nesta quarta (6) os dois foram com os pais para a Casai (Casa de Apoio à Saúde Indígena), coordenada pelo DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) Manaus, que é vinculado ao Ministério da Saúde.

 

 

FOTOS: Arthur Castro/Secom

Post Author: Bruna Oliveira

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *